Última Página de Honra | 02-04-2026

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A cerimónia de apresentação das Forças Armadas Portuguesas ao novo Presidente da República e Comandante Supremo, António José Seguro, ocorreu no dia 28 de Março no Jardim da Liberdade. O povo saiu à rua.

A cerimónia de apresentação das Forças Armadas Portuguesas ao novo Presidente da República e Comandante Supremo, António José Seguro, ocorreu no dia 28 de Março no Jardim da Liberdade. O povo saiu à rua. O desfile dos elementos das Forças Armadas gerou emoções que levaram às lágrimas pessoas que conhecemos e que sabemos que não têm lágrima fácil. A amostra foi pequena, mas deu para questionar: porque nos emocionamos com fardas sofisticadas como as dos Comandos, só para dar um exemplo, com desfiles militares, com gritos de guerra, se tudo o que precisamos é de paz no mundo e o fim de todas as guerras? Este caso tem uma explicação que talvez seja bom lembrar: o povo português é um povo sofrido com a guerra do Ultramar. Seremos poucos os que não tivemos um familiar ou um amigo a combater nas antigas colónias. Muitos dos soldados portugueses que viveram essa guerra ainda estão vivos. Foram os próprios militares que se revoltaram, e comandados por Salgueiro Maia fizeram o caminho de Santarém até Lisboa, para libertarem Portugal. Ver chorar gente do povo perante um desfile de soldados, que se fizeram ouvir com os seus gritos de guerra e as suas fardas de combate, só pode ter uma leitura: ainda temos o Orgulho ferido do que nos aconteceu durante muito tempo antes do 25 de Abril de 1974, as feridas ainda não sararam, os soldados que no dia 28 se apresentaram perante António José Seguro, tinham todos um pouco da alma ferida de Salgueiro Maia e Correia Bernardo, que O MIRANTE homenageou recentemente. Mas nenhum deles corre perigo de morrer numa guerra. A encenação que presenciamos é apenas um grito de alerta para que nunca nos deixemos manobrar por políticos mentirosos, gente que faz o mal e a caramunha. Apetece escrever que pela primeira vez depois da Revolução de Abril de 1974 Santarém teve de volta o espírito do 25 de Abril como ele merece ser recordado: com lágrimas de felicidade por sabermos que hoje as nossas Forças Armadas estão ao serviço do bem colectivo e que os cravos ainda não murcharam nos canos das espingardas.

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