Rogério Faria e Cristina Santos
Rogério Faria é gerente do Restaurante O Álvaro, em Vilar de Prazeres. No concelho de Ourém, é um dos escolhidos para a Última Página de Honra desta edição. Para além de vender tudo o que é normal ser vendido num estabelecimento do género, a Papelaria Cristina, na Póvoa de Santa Iria, presta serviços de pura simpatia e apoio aos clientes. A proprietária, Cristina Santos, ajuda-os a preencher papeladas ou a lidar com os telemóveis.
Rogério Faria é gerente do Restaurante O Álvaro, em Vilar de Prazeres. No concelho de Ourém, é um dos escolhidos para a Última Página de Honra desta edição. Cresceu no restaurante, fundado pelo pai, foi estudar gestão no Politécnico da Guarda e acabou por voltar ao local onde sempre foi feliz, contrariando o ditado que não recomenda essa opção. Começou por ser funcionário com contrato, como os outros, e agora que é gerente, continua a fazer muito do que fazia, ao lado dos antigos colegas. A diferença é a cabeça ter de pensar em mil outras coisas, enquanto está de serviço ao grelhador, por exemplo. Sempre gostou de números e são os números que o ocupam quando deita contas à vida e ao negócio. Pode haver dias em que lhe sugiram ir à bruxa, mas por enquanto, a única bruxa que tem por perto é a que dá nome ao prato mais emblemático do menu: Coelho à Bruxa.
Para além de vender tudo o que é normal ser vendido num estabelecimento do género, a Papelaria Cristina, na Póvoa de Santa Iria, presta serviços de pura simpatia e apoio aos clientes. A proprietária, Cristina Santos, ajuda-os a preencher papeladas ou a lidar com os telemóveis, entre dois dedos de conversa e sorrisos de simpatia. As voltas que a vida dá são surpreendentes. Cristina Santos começou a trabalhar na papelaria aos 18 anos, numas férias escolares. Na altura, não gostava do que fazia e fazia-o apenas pelo dinheiro que ganhava. Não era simpática nem prestável e ao fim do dia dizia à mãe que não iria trabalhar no dia seguinte. Mas foi sempre. E até acabou por comprar o negócio, com o apoio do marido. Quando era nova queria ser bombeira, para ajudar os outros. Agora ajuda, mas em vez de ir ao quartel vai à papelaria.


