Última Página de Honra | 10-09-2026 07:00

Joaquina Raimundo e José Aguiar Póvoa

Joaquina Raimundo e José Aguiar Póvoa

Dar a Última Página de Honra desta edição a Joaquina Raimundo é uma honra para O MIRANTE. Os últimos quarenta e oito anos da vida de José Aguiar Póvoa foram dedicados a edificar uma empresa de grande prestígio no ramo automóvel, que tem sede em Alenquer e que ele baptizou com o nome de J.M.Póvoa Ldª.

Dar a Última Página de Honra desta edição a Joaquina Raimundo é uma honra para O MIRANTE. O que se possa dizer da sua luminosidade, humanidade, generosidade e cultura, será sempre muito pouco. Natural da Amareleja, no Alentejo, foi criada num ambiente feliz, rodeada de beleza natural. Nasceu com vocação para a poesia e sempre gostou de ler. Começou pelo que vinha escrito nos bocados de jornal que o pai usava para embrulhar mercadoria no seu pequeno comércio. Quando se casou, aos 21 anos, tinha a antiga quarta classe e licenciou-se
em Línguas e Literaturas Modernas Português/Inglês, dando explicações para pagar os estudos. O marido também fez Medicina como trabalhador estudante. Foi professora em Arruda dos Vinhos até se reformar e vive em Alenquer. Escreve poesia como respira e fundou a associação cultural Gerábriga. Nem todos podemos dizer, como ela, que tudo o que faz, é com gosto, alegria e prazer.


Os últimos quarenta e oito anos da vida de José Aguiar Póvoa foram dedicados a edificar uma empresa de grande prestígio no ramo automóvel, que tem sede em Alenquer e que ele baptizou com o nome de J.M.Póvoa Ldª. Empreendedor e dinâmico, o seu percurso de sucesso sofreu um atraso, logo antes do arranque porque, com doze anos, teve que deixar a escola para trabalhar como calceteiro, que é profissão honrada, mas que não era para ele. Regressou à escola e ao sonho dos automóveis sete anos mais tarde, e não perdeu tampo. O primeiro carro que vendeu foi à professora de francês. Por saber o que é a vida e conhecer o mercado como ninguém, poderia assumir ares de especialista sabichão, mas gosta de ficar no seu lugar quando encontra quem sabe mais do que ele. Conta com ironia, que a única vez que correu perigo não foi na estrada, mas no mar. Na Praia do Baleal, esteve quatro horas sozinho no meio do mar a tentar manter-se à tona. Nunca mais esqueceu a sensação de medo e impotência.

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