Maria José Pires Cardoso e Jorge Antunes
Se tivesse sido guia turística, como imaginava vir a ser quando era criança, Maria José Pires Cardoso seria a melhor e mais simpática guia turística. Jorge Antunes foi militar e esteve seis meses no Kosovo, integrando uma missão da Força de Intervenção Rápida da NATO.
Se tivesse sido guia turística, como imaginava vir a ser quando era criança, Maria José Pires Cardoso seria a melhor e mais simpática guia turística. Com um sorriso cativante e contagiante, é das pessoas mais conhecidas da Azinhaga, sua terra natal, e da Golegã, onde trata das contas da Associação de Agricultores – Agrotejo, e onde já fez de tudo um pouco, menos discursar em público, como costuma dizer, com humor. Na escola gostava mais de letras, mas com a facilidade de quem é brilhante, brilhou nos números, como brilharia em qualquer outra actividade. Quando era criança não havia transportes escolares. Por isso, ia de bicicleta apanhar o comboio para Santarém e depois o autocarro para o liceu. Ninguém consegue ser feliz todos os dias, a todas as horas, mas se houvesse alguém que o conseguisse, de certeza que era a Maria José.
Jorge Antunes foi militar e esteve seis meses no Kosovo, integrando uma missão da Força de Intervenção Rápida da NATO. Entre as muitas coisas que aprendeu nessa altura foi que, quem mais necessita de ajuda, não é quem mais se queixa ou faz barulho. Uma lição para a vida! Para além do exército, passou por outras actividades, antes de assumir, já lá vão dez anos, a gestão dos Móveis Antunes, na Golegã, negócio criado pelo seu avô. Estudou e completou dois cursos. O de Gestão e Finanças e o de Design e Decoração. Nenhum deles o preparou convenientemente para a falta de pessoas disponíveis para trabalhar. Essa é uma aprendizagem que tem feito à sua custa. Enérgico, criativo e pleno de iniciativa, tem sabido criar oportunidades, mesmo quando elas não parecem óbvias para a maioria das pessoas. Nunca ficar preso ou parado é o seu lema de vida.


