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Quando o gosto pela música é uma herança genética

Quando o gosto pela música é uma herança genética

São muitos os jovens que descobrem a vocação para a música por influência dos pais. No caso de dois dos 80 alunos do Estúdio Etc & Tal que actuaram na 15ª Gala dos Pequenos Grandes Artistas, em Benavente, a queda para a música foi uma herança genética que enche os pais de orgulho.

Edição de 08.06.2017 | Cultura e Lazer

Guilherme Frieza, 13 anos, é de Benavente e é um dos 80 alunos da escola de música Estúdio Etc & Tal. Entrou para a escola há perto de dois anos e meio por influência do pai, António Júlio Frieza, que um dia lhe mostrou a sua guitarra antiga e o incentivou a experimentá-la. A partir daí, Guilherme nunca mais parou. Confessa que fica nervoso antes de entrar em palco num espectáculo como o da noite de sábado, 3 de Junho, em que o Cine-Teatro de Benavente se encheu de familiares, amigos e conhecidos dos alunos do Estúdio, porque tem receio de que alguma coisa possa correr mal. “Andamos a ensaiar desde Janeiro mas mesmo assim alguma coisa pode falhar à última da hora”, diz.
Mas não falhou. Guilherme tocou na guitarra três músicas, ainda cantou duas delas e encheu o pai de orgulho: “O Guilherme sempre teve uma queda para a música. Começou a brincar no karaoke, mas sempre teve esta disponibilidade e interesse. E já temos lá em casa outros dois artistas, a minha filha mais velha e o gémeo do Guilherme estão nas danças de salão, já chegaram a competir no estrangeiro e a serem campeões cá dentro. Mas o gene do Guilherme foi para a música. Ele interessou-se por uma viola de caixa velhinha que eu tinha e eu pensei por que não experimentar com ele. Experimentei e tem estado a correr bem”.
Confessa que se um dia Guilherme quiser seguir carreira na música, como os irmãos vão seguir na dança, quer dar-lhe as mesmas oportunidades. “Vou fazer tudo o que me seja possível para que o sonho e a habilidade dele o possam levar longe”. Agora Guilherme gostava de experimentar tocar baixo e bateria e vê-se a continuar na música no futuro, mas também tem outras opções de carreira.

Ah fadista!
Quem também herdou a vocação para a música foi Diana David, 19 anos, que tem Amália Rodrigues como exemplo. Ao cantar com a mãe, Custódia Eugénia, 53 anos, esta percebeu que tinha passado à filha o dom para o fado, que não chegou a alimentar em nova, mas que agora acompanha na pele de mãe. “Ela é o meu orgulho. Já que eu não consegui seguir a música, a ela surgiu esta oportunidade e eu forcei um bocadinho. Comecei a treiná-la como podia, mas foi principalmente o professor Carlos Marques. Eu disse-lhe que ele tinha de a ensinar e ele trouxe-a para o Estúdio”, conta.
Diana entrou para o Estúdio Etc & Tal aos dez anos. Começou por tocar teclas, mas teve de o abandonar por entrar para o curso de Educação Básica em Santarém. Ficou-se pelo canto, a solo e em grupo, mas já vai longe nele. Participou no FestFado Ribatejo, ganhou a segunda eliminatória e vai à final em Julho. Faz parte da tuna académica da faculdade, a IssóTuna, e no fim-de-semana de 26 e 27 de Maio participou num festival do qual a tuna saiu com três prémios, incluindo o de melhor solista para Diana. Agora o sonho de Custódia é ver a filha gravar um disco e prosseguir carreira na música ao mesmo tempo que prossegue a de educadora de infância e professora primária.

Quando o gosto pela música é uma herança genética

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