Cavaleiro Andante - caricatura e ironia | 23-01-2026 18:00
Pulseiras que não salvam vidas
- foto O MIRANTE
Celestino do Marco tinha 82 anos e morreu depois de sete horas à espera no Hospital Distrital de Santarém.
Celestino do Marco tinha 82 anos e morreu depois de sete horas à espera no Hospital Distrital de Santarém. Entrou com dores abdominais, saiu com uma pulseira azul e um destino traçado. O sistema disse que não era urgente, mas como em muitos casos quem manda é o corpo. Só quando já mal falava é que trocaram a pulseira azul pela amarela. A urgência apareceu tarde, como costuma acontecer quando o caos serve de desculpa. A família fala em negligência e tem razão em exigir respostas. Porque quando a prioridade mínima termina numa morte, o problema não é a cor da pulseira. Infelizmente são cada vez mais os casos em que o sistema se habitua a tratar pessoas como números e a chamar normal ao anormal.
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