As queixas do ‘rebelde’ de Casével
É caso raro um eleito criticar a gestão autárquica do seu próprio partido e de forma bastante assertiva, mas isso aconteceu, e de forma bastante vocal, na última sessão da Assembleia Municipal de Santarém.
É caso raro um eleito criticar a gestão autárquica do seu próprio partido e de forma bastante assertiva, mas isso aconteceu, e de forma bastante vocal, na última sessão da Assembleia Municipal de Santarém. O protagonista foi Miguel Tomás (na foto), presidente da União de Freguesias de Casével e Vaqueiros, eleito pela coligação PSD/CDS (AD), que usou o período de antes da ordem do dia para se queixar da reduzida cobertura de saneamento básico no seu território; do fim do protocolo com a empresa municipal Águas de Santarém que permitia aos cidadãos pagarem a factura da água nas juntas de freguesia; e da taxa de saneamento básico cobrada pela empresa municipal, que encarece substancialmente a factura e que o presidente de junta considera absurda. O presidente da câmara, João Leite (PSD), lá se desenrascou como pôde na resposta a essas queixas factuais, provavelmente ainda aturdido com o acto de rebeldia política do companheiro de partido e colega autarca, que deve ter apanhado muito boa gente de surpresa….


