Quando a água baixa, sobe a maré política
Na última reunião do executivo da Câmara de Coruche falou-se de cheias, prejuízos e apoios que ainda estão por quantificar. Tudo assuntos sérios, que exigem contas feitas e decisões ponderadas.
Na última reunião do executivo da Câmara de Coruche falou-se de cheias, prejuízos e apoios que ainda estão por quantificar. Tudo assuntos sérios, que exigem contas feitas e decisões ponderadas. Mas, como quase sempre acontece quando o tema é água, a conversa acabou por ganhar corrente. O vereador Francisco Gaspar não gostou de ouvir o vereador Dionísio Mendes e acusou-o de fazer campanha “populista e demagógica”, exigindo ainda um pedido de desculpas aos coruchenses por ter dito, noutros tempos, que as cheias eram “um problema do passado”. Dionísio Mendes respondeu sem grandes alarmes. Disse que não se sentia ofendido, que já conhece bem o estilo do adversário político e que, no caso concreto, Francisco Gaspar também não precisava de pedir desculpa a ninguém… porque, segundo ele, obra feita ainda não se viu. No meio da troca de galhardetes, ficou a certeza de que os prejuízos das cheias ainda estão por apurar. Já o prejuízo das palavras esse parece estar bem quantificado, porque quando a água recua em Coruche, a política costuma aproveitar para subir um bocadinho.


