Francisco Fonseca teve o seu momento de glória

Francisco Fonseca teve o seu momento de glória
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O MIRANTE deu voz a um deputado municipal do Chega que pediu ao executivo de VFX para cuidar melhor do orçamento municipal e não andar a apoiar iniciativas culturais onde se promovem “desenhos, rabiscos, bonecadas e patetices”.

O MIRANTE deu voz a um deputado municipal do Chega que pediu ao executivo de VFX para cuidar melhor do orçamento municipal e não andar a apoiar iniciativas culturais onde se promovem “desenhos, rabiscos, bonecadas e patetices”, que é o que ele chama ao trabalho dos jornalistas que estão expostos em mais uma edição do Cartoon Xira. O assunto ganhou leitores nas redes sociais de O MIRANTE e o próprio Francisco Fonseca foi lá meter o bedelho apresentando-se, escrevendo que não é contra a liberdade de imprensa e que O MIRANTE “conseguiu transformar uma crítica à utilização do nosso dinheiro público numa tentativa de censura. Nem o Picasso fazia abstrações destas. O Mirante pode continuar a fazer títulos criativos que não correspondem à verdade”, escreveu.
Ora aqui está um verdadeiro amigo da onça. Para ele as palavras não têm o significado que todos lhes damos e que se aprende na escola. Desde que existe o Chega que o trabalho dos jornalistas que desenham cartoons e que alimentam as páginas dos jornais são “desenhos, rabiscos, bonecadas e patetices”. Tudo isto, supomos, porque este ano André Ventura é um dos mais caricaturados, e Francisco Fonseca saiu da toca em defesa do chefe. Imaginem que o António Antunes em vez de desenhar o Papa João XXI com um preservativo no nariz metia o mesmo no nariz do André Ventura dando-lhe o colorido da bandeira de Portugal. Será que ele aguenta a provocação ou sai por aí disparado a bater nos ciganos e nos bangladeshianos?.

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