Poluir compensa e os rios que aguentem

Poluir compensa e os rios que aguentem
- foto DR

Os rios que fazem parte da alma ribatejana, como o Tejo, Almonda, Alviela, Zêzere e Nabão, continuam a ser tratados como valas de despejo por algumas grandes empresas que facturam milhões por ano.

Os rios que fazem parte da alma ribatejana, como o Tejo, Almonda, Alviela, Zêzere e Nabão, continuam a ser tratados como valas de despejo por algumas grandes empresas que facturam milhões por ano. Esta semana, o presidente da Câmara de Tomar, Tiago Carrão, foi a Lisboa pedir à ministra uma solução definitiva para a poluição do Nabão. Fez bem em ir, mas todos sabemos que estas romarias à capital costumam dar em fotografias, promessas e pouco mais. O Nabão, como tantos outros rios da região, precisa de acção, fiscalização a sério e coragem política. Enquanto poluir compensar mais do que cumprir, os rios vão continuar a ser vazadouros para alguns empresários e empresas insolentes.

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