Cultura | 21-05-2020 18:00

“Nas zonas rurais as tradições como a apanha da espiga estão mais vivas”

“Nas zonas rurais as tradições como a apanha da espiga estão mais vivas”
ESPECIAL ASCENSÃO

Mafalda Borralho diz que a simbologia do ramo sempre a fascinou.

A directora do Museu Agrícola de Riachos não obriga os filhos a irem ao campo na Quinta-Feira de Ascensão mas explica-lhes as tradições.

Mafalda Borralho tem 47 anos e ainda hoje guarda as memórias de quando ia com os avós paternos, em Quinta-Feira de Ascensão, rumo ao campo, perto das margens do Rio Almonda, para apanhar o tradicional ramo de espiga que, segundo a avó, “traria protecção e prosperidade” à casa. O ramo era colocado atrás da porta da cozinha e ali ficava durante todo o ano.


Na altura residia na cidade de Torres Novas e apesar de haver a tradição de fazer piqueniques na Ascensão, nem sempre ia ao campo. No entanto, lembra-se de ir até uma zona chamada Espinheiras de Caniços, onde se juntavam muitas pessoas que traziam as suas merendas e conviviam.


Hoje em dia Mafalda Borralho reside em Riachos e conta que vive o feriado com muita intensidade porque, explica, viver num meio rural puxa para uma vivência mais voltada para as tradições e para o campo.
A directora do Museu Agrícola de Riachos é uma defensora das tradições e a apanha da espiga em Quinta-Feira de Ascensão é hoje vivida em família de forma diferente. “Agora sou eu que puxo os meus filhos. Não os obrigo, mas gosto que pelo menos tenham conhecimento sobre o que é”, refere.


A prosperidade económica e a saúde que o ramo da espiga tem como simbologia é algo que a continua a fascinar. “Considero todas estas tradições muito bonitas. Vivo-as com muita intensidade e espero que nunca se percam”, diz.

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