Sociedade | 18-04-2024 21:01

Terreno argiloso no Cemitério de Benavente dificulta decomposição dos corpos e começa a causar polémica

Terreno argiloso no Cemitério de Benavente dificulta decomposição dos corpos e começa a causar polémica
Junta de Benavente utiliza tijolos em toda a altura das campas

Uma família está perplexa com o que se está a passar no cemitério de Benavente.

Quando chegou a altura de enterrar o seu tio na campa de família, uma filha encontrou o corpo do seu pai, falecido há nove anos, ainda em decomposição e a campa repleta de água. Junta de Benavente explica que corpos não se decompõem facilmente porque covas foram construídas em cima de barro.

Uma família comprou uma campa no cemitério de Benavente com o intuito de colocar todos os entes queridos. Quando chegou a altura de enterrar o seu tio na campa de família, uma filha encontrou o seu pai, falecido há nove anos, ainda em decomposição e a campa repleta de água. O testemunho é dado em exclusivo a O MIRANTE por um membro da família, que pediu para não ser identificado, acrescentando que o seu avô foi enterrado na mesma campa há mais de 40 anos, assim como a sua avó alguns anos depois.
“O caixão não estava podre, estava intacto e a campa estava cheia de água. Não foi possível abrir o caixão do meu pai porque nada estava decomposto. E mesmo assim enterraram o meu tio por cima do caixão do meu pai, que julgo não ser legal. Fiquei muito impressionada quando percebi o que aconteceu”, afirma ao nosso jornal. Na sua opinião, o problema da não decomposição dos corpos deve-se ao facto da Junta de Freguesia de Benavente, responsável pelo cemitério da vila, colocar tijolos em toda a altura da campa. “Os tijolos protegem e fazem com que os corpos se conservem. Normalmente coloca-se terra porque é a terra que vai decompor os corpos”, refere.
Contactado por O MIRANTE, o secretário da Junta de Freguesia de Benavente, Pedro Lagareiro Santos, explica que utilizar tijolo é uma das alternativas existentes para construir uma cova. Blocos de cimento, anéis de betão pré-fabricados e ir directamente para a terra abrindo 90 centímetros de cova são outras das alternativas. Pedro Santos refere que na zona mais antiga do cemitério de Benavente os corpos não se decompõem tão facilmente porque foi construída em cima de barro. No entanto, o mesmo não acontece na zona mais nova, em que leva na mesma o tijolo mas os corpos decompõem-se mais rápido, garante o autarca.

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