Economia | 18-01-2026 10:00

Mais competências e novo quadro comunitário são prioridades para Teresa Almeida em Lisboa e Vale do Tejo

Mais competências e novo quadro comunitário são prioridades para Teresa Almeida em Lisboa e Vale do Tejo
Teresa Almeida vai cumprir mais um mandato como presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) de Lisboa e Vale do Tejo

Teresa Almeida foi reeleita presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) de Lisboa e Vale do Tejo, sem oposição e com base num acordo entre PSD e PS, num sufrágio que envolveu autarcas de toda a região que integra o distrito de Santarém, Oeste e Área Metropolitana de Lisboa.

A adaptação a novas competências, a revisão do programa regional de ordenamento do território e a preparação do novo quadro comunitário são os próximos desafios de Teresa Almeida, reeleita presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) de Lisboa e Vale do Tejo. Nas eleições indirectas, num universo de 1.998 autarcas, votaram 1.849, dos quais 1.298 validaram a candidatura de Teresa Almeida. Os presidentes das câmaras da região de Lisboa e Vale do Tejo elegeram também José Alho como vice-presidente desta CCDR.
Em declarações à Lusa, Teresa Almeida considerou que a sua reeleição, com base num acordo eleitoral entre o PS e o PSD, representou a “confiança transversal” dos dois grandes partidos autárquicos no seu trabalho. “Aquilo que posso dizer é que aumentei em 10% o número de votantes, relativamente há cinco anos. Portanto, houve efectivamente um reforço de confiança no trabalho executado e, portanto, reajo, de facto, com grande satisfação”, disse.
A dirigente, que já era presidente da CCDR-LVT antes das primeiras eleições indirectas realizadas para estes organismos, em 2020, era candidata única e recebeu nas eleições indirectas, realizadas no dia 12 de Janeiro, a validação de 70% dos autarcas da região, segundos dados provisórios divulgados pela Direçcão-Geral da Administração Local (DGAL).
Teresa Almeida antevê já os desafios dos próximos tempos, entre os quais a preparação para integrar mais competências nas CCDR, que têm sido reforçadas sucessivamente desde 2024. “Este desafio de integração não está completo. Vamos continuar a ter, durante o ano de 2026, mais duas áreas de grande peso, a área da educação e da saúde, e este grande desafio interno de gerir um instituto que tem novos desafios, novos interlocutores, será, com certeza, uma parte da minha dedicação de tempo”, afirmou.
Além da presidente e do vice-presidente eleitos recentemente, farão parte da equipa que gere cada CCDR um outro vice-presidente eleito em breve pelo conselho regional e outros cinco “vices” nomeados pelo Governo e que se dedicarão especificamente às áreas da educação, saúde, cultura, ambiente e agricultura, reportando diretamente ao Executivo.
A revisão do Programa Regional de Ordenamento do Território (PROT) de Lisboa, Oeste e Vale do Tejo, que vai agora unificar os anteriores instrumentos de planeamento territorial PROT da AML (Área Metropolitana de Lisboa) e OVT (Oeste e Vale do Tejo) e estabelecer uma estratégia territorial integrada para todos os 52 municípios da região, é outro dos grandes desafios. O outro tema de capital e importância é a preparação já este ano do novo quadro comunitário que será desenvolvido a partir de 2028.

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