O MIRANTE TV | 28-03-2026

Presidente da República e militares recebidos por multidão em Santarém

António José Seguro presidiu à cerimónia de apresentação das Forças Armadas ao Chefe de Estado, que transformou o Jardim da Liberdade numa grandiosa parada militar.

A primeira visita oficial de António José Seguro a Santarém como Presidente da República ficou marcada por um sol radioso, um banho de multidão, muitos cumprimentos e saudações e não faltaram também as habituais fotografias com o povo, popularizadas pelo seu antecessor no Palácio de Belém.

A cerimónia de apresentação das Forças Armadas ao Chefe de Estado, na manhã de sábado, 28 de Março, transformaram o Jardim da Liberdade numa grandiosa parada militar enquadrada por numerosa moldura humana, que aplaudiu o desfile dos militares do Exército, Força Aérea e Marinha e também as menções feitas por António José Seguro a Salgueiro Maia.

Terminada a cerimónia, António José Seguro, sempre acompanhado pelo presidente da Câmara de Santarém, João Leite, dirigiu-se para o antigo quartel da Escola Prática de Cavalaria, cumprimentando muitos populares pelo caminho. Aí, assinou o livro de honra do município e recebeu uma salva de prata do presidente da câmara. Seguiu-se um almoço para os convidados no Convento de São Francisco, porque “quem não é para comer não é para trabalhar”, como disse o Presidente da República a um cidadão que com ele entabulou conversa à porta do monumento.

Durante o seu discurso, António José Seguro evocou a escolha de Santarém como palco da cerimónia, sublinhando o simbolismo da cidade e homenageando Salgueiro Maia, cuja liderança no 25 de Abril qualificou como “exemplo de integridade e sentido de dever”. Antes de chegar ao Jardim da Liberdade, o Chefe de Estado passou pelo monumento evocativo ao Capitão de Abril, onde lhe prestou homenagem, deslocando-se depois a pé até ao local da sessão.

Perante uma tribuna repleta de altas patentes militares, de autarcas e deputados da região, o Presidente da República defendeu a necessidade de reforçar e modernizar as Forças Armadas portuguesas, mantendo simultaneamente o investimento nas áreas sociais. E afirmou que a modernização militar deve "envolver a indústria nacional", gerar emprego qualificado e estimular inovação tecnológica, defendendo “um verdadeiro sistema de aplicação dual ao serviço de Portugal” que permita ao país “afirmar-se em áreas tecnológicas estratégicas”.

António José Seguro considera que Portugal deve acompanhar os compromissos internacionais assumidos no âmbito da União Europeia e da NATO com “investimento, modernização e reforço de capacidades”, lembrando que “vivemos num quadro dinâmico e de risco acrescido que exige das Forças Armadas um nível de prontidão e modernização sem precedentes”. É nesse quadro que o Conselho de Estado de 17 de Abril é dedicado exclusivamente ao tema da segurança e da defesa.

Segundo o Comandante Supremo das Forças Armadas, o investimento na Defesa deve ser “inteligente”, envolver a indústria nacional e “ajudar a criar mais riqueza e melhores empregos”, potenciando “também o sistema científico português”. António José Seguro dedicou parte significativa do discurso aos recursos humanos das Forças Armadas, considerando “imperativo” tornar a carreira militar mais atractiva, valorizar carreiras e garantir “previsibilidade e dignidade” aos profissionais. “Não há Forças Armadas sem recursos humanos”, afirmou, salientando o papel dos militares como pilar da democracia, subordinados à Constituição e à vontade dos cidadãos.

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