Opinião | 24-10-2019 07:00

Última Página: CTT voltam a falhar na distribuição de O MIRANTE

O MIRANTE e a generalidade das publicações da imprensa regional, que se vendem por assinatura, constituem uma importante fonte de receita para os Correios que é pouco valorizada pela empresa.

O MIRANTE e a generalidade das publicações da imprensa regional, que se vendem por assinatura, constituem uma importante fonte de receita para os Correios que é pouco valorizada pela empresa. A privatização dos CTT, no Governo de Passos Coelho, foi um duro golpe no serviço público que os Correios prestavam ao país.

A edição de O MIRANTE da passada semana não foi distribuída na quinta-feira, como é habitual, por razões que até hoje não foram explicadas pelos CTT. Os assinantes de O MIRANTE começaram a ligar bem cedo na manhã desse dia a perguntarem pelo jornal mas os CTT até à data do fecho desta edição não deram explicações sobre a falha no serviço que compromete a relação de confiança com os assinantes e os anunciantes.

Os CTT não perdoam o pagamento a tempo e horas de todo o serviço que prestam a O MIRANTE e a todas as outras publicações da imprensa regional. Há casos de débito de juros de dois dias de atraso no pagamento de facturas. Quando o serviço é deficiente, pondo em causa a credibilidade das empresas na relação com os seus parceiros, como foi o caso da passada semana, a cobrança do serviço é igualmente implacável e não tem em conta os prejuízos que os editores sofrem com os créditos da publicidade, que sempre acabam por acontecer, tendo em conta que muita dessa publicidade perde impacto com o atraso na distribuição do jornal e obriga, em alguns casos, à sua republicação sem custos para os anunciantes.

O MIRANTE sempre teve com os CTT uma relação de confiança, em alguns momentos conturbada pela reivindicação de uma melhor distribuição, mas nunca ficamos, como hoje, a falar sozinhos, sem uma explicação que nos conforte e nos garanta que os CTT não se demitiram da sua função de serviço público embora pago a peso de ouro.

Mesmo sem sabermos o que nos espera por parte da administração dos CTT, que nos ignorou e desrespeitou como clientes, acreditamos em dias melhores. Para isso contamos também com a vigilância das autoridades que têm a obrigação de regular os prestadores de serviço postal.

Na próxima semana voltaremos a dar conta do ponto de situação nesta relação com os CTT de forma a darmos também uma satisfação aos assinantes e anunciantes que, apesar de tudo, confiam em nós e na qualidade do nosso trabalho. JAE

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