Autarcas de Alenquer divididos sobre contratos dos transportes escolares
Chumbo da minuta dos contratos dos transportes escolares em reunião de Câmara de Alenquer gerou críticas das freguesias socialistas e independentes. Enquanto algumas juntas contestam a decisão, na União das Freguesias de Alenquer surgem dúvidas sobre a gestão e os critérios de quilometragem do serviço.
Após o chumbo, em reunião de Câmara de Alenquer, da proposta de minuta do contrato a celebrar com as juntas de freguesia do concelho no âmbito dos transportes escolares, as freguesias presididas por autarcas socialistas e duas juntas independentes emitiram um comunicado conjunto a lamentar a decisão, afirmando que “chumbar os transportes escolares é chumbar as crianças, as famílias e as freguesias”.
Já a Assembleia de Freguesia de Alenquer, que tinha na ordem de trabalhos a aprovação do contrato dos transportes escolares a celebrar com a Câmara, acabou por aprovar a proposta. O presidente da União das Freguesias de Alenquer, Micael Correia, eleito pela coligação Todos, manifestou dúvidas quanto à forma como é feita a gestão dos transportes escolares no concelho.
O autarca referiu que, contrariamente aos anos anteriores, a receita com a prestação deste serviço diminuiu cerca de 30 mil euros, apesar de existir apenas menos um aluno a transportar. A junta dispõe de uma pessoa afecta exclusivamente ao transporte escolar, duas carrinhas e regista ainda mais despesa devido ao aumento dos combustíveis.
“Sugeri à Câmara a revisão do preço por quilómetro e da aferição dos quilómetros que são comunicados, para que seja um processo mais claro e transparente. Esta minuta é sempre votada de olhos fechados, não sabemos quantos quilómetros vamos fazer e isso tem impacto nas contas”, afirmou em assembleia de freguesia.
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