Política | 07-10-2026 13:26

António Inácio sem solução para executivo depois de prometer apresentar nomes

António Inácio sem solução para executivo depois de prometer apresentar nomes

A crise na Junta da Póvoa de Santa Iria e Forte da Casa continua sem solução depois de António José Inácio ter chegado à assembleia extraordinária sem os nomes que tinha anunciado para recompor o executivo. Cinco dos sete eleitos já renunciaram.

António José Inácio chegou à Assembleia de Freguesia extraordinária da Póvoa de Santa Iria e Forte da Casa de “mãos a abanar” e não apresentou nomes para constituir o novo executivo da junta.
Depois de se ter comprometido na Assembleia de Freguesia de dia 29 de Setembro a apresentar uma lista, chegou à nova reunião sem nada, escudando-se em que a lei não o obriga a apresentar nomes. “Tinha perspectiva de apresentar os nomes, mas não aconteceu e a lei não obriga que seja hoje. Vou tentar falar com todas as bancadas e, se entender, dia 13 de Outubro será data possível para esse enquadramento, mas estou disponível para as datas que as bancadas decidirem”, afirmou o edil depois de questionado pelas bancadas.
Vasco Costa, presidente da mesa da assembleia eleito pelo Chega, que renunciou ao cargo mas que ainda não foi substituído, disse “não ser correcto termos marcado uma assembleia para a apresentação de nomes em específico e o presidente não ter nomes para apresentar”.
Da bancada do PS, Luís Prazeres acusou António Inácio de ser mentiroso, tendo em conta que foi o próprio que marcou a reunião para dia 6 de Outubro, dizendo que traria uma lista de novos nomes para integrar o executivo, uma vez, recorde-se, que cinco eleitos dos sete renunciaram. “É incomportável isto até ao final do mandato. É só senhas aqui em assembleias extraordinárias, até porque há dinheiro para gastar à vontade da junta, em vez de se gastar no que faz falta. É confortável para si ter cinco pessoas no executivo que querem sair, duas delas que o acompanharam muitos anos na junta, ou seja, não é uma questão partidária, mas sim do seu modus operandi de trabalhar. Com que bancadas falou para constituir executivo? Connosco não falou, não tem condições para continuar isto, é um teatro, anda a gozar com quem votou em si”, reiterou.
Também o Chega questionou o porquê de o presidente não apresentar nomes e João Bernardo, do Livre, lamentou que numa freguesia com tanto potencial se viva a situação de instabilidade política actual.
Da CDU, o eleito Marco Santos também disse tratar-se de instabilidade política “pura e dura” e questionou António Inácio “de que serviu a disputa pelo poder se depois de lá chegar não conseguem resolver os problemas da população”.
A Coligação Nova Geração (PSD/IL), que elegeu António Inácio, não apresentou nenhuma solução e não se comprometeu no discurso. Bruno Marquitos disse ser responsabilidade do presidente apresentar nomes, uma vez que se comprometeu a isso mesmo, e interpelou o edil a “fazer uma negociação séria e credível” para conseguir apresentar os nomes e dialogar com todas as bancadas. “A situação está a ganhar contornos de insustentabilidade, seja sério e negoceie com as bancadas”, sublinhou.
Ainda antes do início da reunião, o presidente da assembleia, Vasco Costa, que também já renunciou ao cargo, perguntou às bancadas se tinham lista para apresentar para substituir a mesa demissionária. Ninguém apresentou nomes e Vasco Costa dirigiu os trabalhos novamente, mas com o aviso de que terá de ser substituído.
A assembleia ficou marcada pela ausência do número dois de António Inácio, a eleita Rosa Barral, a única que, até à data, ainda não se demitiu do executivo.
Para já ainda não está marcada nova assembleia extraordinária para saber se é desta que António Inácio apresenta uma solução para governar a União de Freguesias da Póvoa de Santa Iria e Forte da Casa.

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