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Uma escola com saída

ENSINO: Escola Superior de Desporto de Rio Maior comemora quinto aniversário

A Escola Superior de Desporto de Rio Maior completa esta quinta-feira, 5 de Dezembro, o seu quinto aniversário. Criada em 1997, iniciou os cursos em 1998 e no final do último ano lectivo lançou no mercado de trabalho os primeiros licenciados. O maior problema da escola é a dispersão das instalações actuais e o atraso na construção do novo edifício escolar e da cantina e residência universitária.

Edição de 04.12.2002 | Desporto
Cerca de meio milhar de alunos estuda actualmente na Escola Superior de Desporto de Rio Maior (ESDRM), uma unidade de ensino inserida no Instituto Politécnico de Santarém (IPS) e que este ano lançou no mercado de trabalho os primeiros licenciados. As primeiras contas dizem que a inserção profissional tem sido um verdadeiro sucesso, uma vez que a esmagadora maioria dos alunos não teve dificuldade em encontrar emprego.“Temos um Centro de Estudos e Observatório Profissional que é dirigido por professores qualificados e temos acompanhado desde 1998 quer as motivações dos alunos, quer a evolução das entidades empregadoras que aceitavam estagiários. A grande maioria dos alunos do quarto ano estavam envolvidos em actividades profissionais, havia alunos empregados a cem por cento que eram claramente trabalhadores estudantes. Sabemos onde é que eles estão empregados, qual o estatuto que têm, quais são as suas dificuldades e vão ser apresentados durante as actividades do aniversário da escola”, revelou ao nosso jornal José Rodrigues, director da escola.Ainda sem números concretos, o mesmo responsável revela que “existe uma grande procura de alunos por parte de empresas, autarquias, clubes, ginásios, hotéis”.José Moules, presidente da Associação de Estudantes da ESDRM, confirmou estes dados e a satisfação dos alunos com a facilidade de arranjar emprego, mesmo ainda de acabar o curso. “Há cursos com maior facilidade de saídas profissionais que outros, como o de Condição Física. E no lado oposto está o de Treino Desportivo que ainda não foi muito bem compreendido pela sociedade. Vemos um empregado de escritório a treinar uma equipa de futebol ou um comerciante a treinar uma de vólei”, lamenta.O Curso de Animação Desportiva é novo, ainda não tem licenciados no mercado de trabalho mas José Moules acredita que a médio e longo prazo “será um curso com saídas espectaculares porque as pessoas começam-se a fartar um pouco do desporto tradicional. Vai haver sempre praticantes das modalidades mais conhecidas, mas o desporto ao ar livre é uma coisa nova”, completa.APOSTA NA FORMAÇÃO AO LONGO DA VIDAA estratégia da direcção da Escola Superior de Desporto de Rio Maior aponta claramente para a formação ao longo da vida. “Vai haver necessidade ao longo dos próximos anos de fazer reconversão e formação profissional de muitos profissionais licenciados ou não. Esta área profissional necessita de muitos técnicos e altamente especializados nos vários sectores onde vão intervir. Temos cerca de 200 a 300 professores a fazerem formação nestes programas”, refere José Rodrigues.O director da escola não esconde a sua satisfação por a escola estar num processo de qualificação do corpo docente. “Temos. quatro doutores, dois com agregação, 16 mestres, dos quais 12 estão em doutoramento e 15 assistentes, dos quais 12 estão a fazer o mestrado”, revela.Actualmente a ESDRM tem quatro licenciaturas: Animação Desportiva Recreação e Lazer, Condição Física, Treino Desportivo de Alto Rendimento e Psicologia do Desporto e Exercício. Para breve está a Gestão das Organizações Desportivas. Além disto, a escola oferece duas pós-graduações, uma em treino desportivo e outra em Exercício e Saúde. Para o ano, deverá ser lançada uma outra em Recriação e Actividades de Natureza. No que diz respeito a graus académicos superiores está em fase de lançamento o mestrado em Psicologia do Desporto e Exercício, a leccionar em colaboração com a Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro.ESTUDANTES INCOMPREENDIDOSPara os estudantes há ainda um outro problema. A distância geográfica em relação às restantes escolas do Instituto Politécnico de Santarém dá a sensação que os alunos estão um pouco à parte. A par disto, os estudantes queixam-se ainda de os habitantes de Rio Maior nem sempre os compreenderem.“Há dois anos fizemos a nossa própria semana académica mas as pessoas não se apercebem que têm uma Escola Superior de Desporto em Rio Maior e da quantidade de dinheiro que os alunos deixam cá todos os anos. Só para dar um exemplo, os estudantes que estão em Santarém deixam anualmente 20 milhões de euros (em aluguer de apartamentos, alimentação, material escolar, tudo). Não me refiro a toda a gente mas há muitos casos em que não somos bem tratados e tomam o todo pela parte que comete alguns excessos”, afirma José Moules.

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