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Uma alimentação diferente e mais saudável

Snack do Celeiro, o restaurante vegetariano e macrobiótico de Santarém

Santarém tem desde segunda-feira aberto ao público o espaço indicado para os adeptos da comida vegetariana e macrobiótica e para as pessoas que querem pôr de parte a tradicional alimentação de base animal. Trata-se do Snack do Celeiro, que vem trazer novidades “gastronómicas” como o seitan, tofu e os bolos sem açúcar, procurando aplicar a máxima de que “comer bem é viver bem”.

Edição de 04.12.2002 | Economia
“Santarém já merecia ter um espaço novo no seu centro histórico”, refere Manuela Estevão, a pessoa por trás do projecto do Snack do Celeiro, um espaço dedicado à alimentação macrobiótica que abriu na segunda-feira. Há seis anos, Manuela Estevão abriu o Celeiro da Cidade, uma loja de produtos naturais e neste momento, resolveu apostar num restaurante, que por acaso, fica situado quase em frente do seu primeiro estabelecimento, na rua Serpa Pinto. A justificação desta aposta está no facto de parte dos seus clientes terem mostrado interesse em confeccionar produtos naturais para a alimentação, com a variante de que agora as pessoas vão poder comê-los cozinhados por quem sabe.Manuela Estevão explica que no Snack do Celeiro confeccionam-se alimentos com um valor nutritivo semelhante ao da carne e do peixe, não sendo uma coisa nem outra. O restaurante, que também dispõe de sala de chá e pastelaria, tem como base uma alimentação ovo-lacto-vegetariana. Sem desvirtuar as substâncias, assegura que se pode comer uma Feijoada de Seitan (carne vegetal), fazendo um refogado tal como se conhece, com chouriço de soja e feijão a acompanhar ou uma Lasanha de Seitan com cogumelos. Todos os dias é confeccionado um prato vegetariano e macrobiótico, além de um prato de bacalhau cozinhado com muitos vegetais e outro de peixe grelhado - “para que quem aqui se desloque e não lhe agrade muito a comida possa dizer que comeu alguma coisa”, explica a responsável, acrescentando que a aposta se baseia na qualidade dos alimentos e na informação prestada às pessoas.O rol da lista de alimentos segue com uma grande diversidade de sumos naturais e doces, ambos feitos no Snack do Celeiro. Desde uma grande variedade de queques, tartes de requeijão e de cogumelos, a quase toda a pastelaria tradicional, preparada com farinhas integrais e com frutose e geleia de milho para a adocicar. Os clientes podem ainda experimentar, por exemplo, o pão de sete cereais ou um cachorro de salsicha de soja.“Nós somos aquilo que comemos” e “saber comer é saber viver”, mais que frases são modos de vida que dizem muito a Manuela Estevão. Na sua opinião falta aos portugueses uma alimentação rica em vegetais e fibras em detrimento das gorduras e das proteínas animais. “Nesta última ingerimos proteínas sintetizadas enquanto na vegetariana e macrobiótica ingerimos aminoácidos”, assegura.O Snack do Celeiro serve pequenos-almoços e lanches, enquanto o almoço é feito em self-service. Para quem desejar ter um jantar vegetariano ou macrobiótico o restaurante dispõe também de serviço de take-away.A decoração é suave, o ambiente acolhedor e calmo, com cadeiras e mesas de madeira com capacidade para cerca de 30 pessoas, procurando ser um local onde se possa conversar e comer calmamente. Proprietária também da Farmácia Batista, em Santarém, Manuela Estevão sabe por conhecimento próprio que as pessoas praticam uma alimentação inversa à descrita na roda dos alimentos. “Primeiro estão os cereais, vegetais e fibras e só depois as proteínas animais. O contrário origina excessos que vão dar origem à diabetes, colesterol e outras doenças”, considera.Pratos diferentes e acessíveisPara muitos a alimentação vegetariana e macrobiótica está muito ligada à religião, mas Manuela Estevão pensa sobretudo naqueles que têm como objectivo prolongar a saúde, dando o exemplo de que não come carne há vários anos e que se sente óptima. Na cozinha do Snack do Celeiro está uma cozinheira com experiência, já que trabalhou anteriormente num restaurante de Santarém. Um factor que Manuela Estevão valoriza quando está em causa aplicar os condimentos portugueses naquele tipo de alimentação. Segundo revela, a cozinheira “mostrou-se disponível em vir trabalhar connosco e esteve a estagiar no Instituto Macrobiótico de Lisboa e no Celeiro de Lisboa durante um mês”.Manuela Estevão está a contar com muitos clientes que vêm à descoberta numa primeira fase, fazendo-se mais tarde uma triagem entre quem está agradado ou não. “Penso que vamos ficar com quem já é vegetariano e pessoas de determinada idade com certas patologias que já não podem comer certos alimentos, além de clientes de uma faixa etária mais baixa, como os jovens mais sensíveis às questões ecológicas e dos animais”, conclui.

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