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“Guerra” na Meia-Via baixa de nível

Ainda não foram entregues quaisquer renúncias a título individual

A indefinição sobre a queda da Junta de Freguesia da Meia-Via mantém-se, depois de o governador civil não ter aceite, por não ser legal, a demissão em bloco das duas listas independentes que controlam a assembleia de freguesia. De acordo com a legislação em vigor, as renúncias dos membros da assembleia têm de ser apresentadas de forma individual. Mas até terça-feira, data de fecho desta edição, ainda nenhuma tinha dado entrada no Governo Civil. Enquanto isso, as posições extremam-se ainda mais e o teor dos comunicados azeda.

Edição de 26.02.2003 | Política
“A Junta de freguesia está a trabalhar como se nada se tivesse passado porque oficialmente não temos conhecimento de qualquer anomalia no funcionamento deste órgão”, referiu ao nosso jornal o tesoureiro da Junta de Freguesia da Meia-Via.Pela posição que tomou de não assinar a renúncia colectiva da lista Meia-Via do Futuro, da qual é líder, José Graça caiu em desgraça. Os membros da assembleia de freguesia das duas listas independentes acusam-no de querer manter o seu lugar na junta “a qualquer preço” e sentem-se enganados pelo tesoureiro. “Seja um político com P grande e saia com dignidade, sem ser um vira casacas”, refere comunicado divulgado pelos membros da Assembleia de Freguesia da Meia-Via. O tesoureiro da junta tem conhecimento dos “mimos” que lhe têm sido dirigidos. Mas parece não se importar. “Quem renunciar agora ao mandato não poderá concorrer nas eleições intercalares nem nas próximas eleições autárquicas. São sete anos sem concorrer”, refere, numa atitude explícita de candidato à presidência da junta.Mas José Graça não acredita que a Junta venha a cair. Até porque tem já “a garantia que quatro ou cinco membros” da lista encabeçada por si voltaram atrás e já não vão apresentar a renúncia individual aos cargos que ocupam. O actual presidente da junta, por seu lado, enviou uma carta ao governador civil onde solicita que assuma “uma atitude pedagógica” sobre a questão “porque a vida e existência dos órgãos autárquicos não podem estar dependentes de assinaturas recolhidas à porta de casa, nos cafés ou nos campos de futebol”.E deixa ainda um alerta – “assumo, na qualidade de presidente da junta de freguesia, que se entender que não houve observância das leis em vigor , recorrerei da decisão para as instâncias próprias”.

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