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A guerra entre bombeiros e comandante

Associação dos Voluntários da Golegã explica-se

A Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários da Golegã declina qualquer acusação de inoperância no caso da guerra de doze bombeiros com o comandante da corporação, Pedro Silva. E reserva uma tomada de posição pública após a conclusão do inquérito que foi instaurado pela Inspecção Distrital de Bombeiros no dia 7 de Fevereiro.

Edição de 26.02.2003 | Sociedade
Recorde-se que os bombeiros estão, desde Julho do ano passado, incompatibilizados com o comandante. Acusam-no de utilizar viaturas de comando para satisfação de interesses pessoais, falam na existência de um civil a formar piquete com 2 bombeiros, que se encontra de serviço 24 horas por dia, de prepotência e de falta de respeito hierárquico, com favorecimento de uns em detrimento de outros.A 18 de Julho de 2002, os bombeiros descontentes com a actuação de Pedro Silva entregaram um abaixo-assinado ao presidente da direcção dos bombeiros, dando conta das queixas. No abaixo-assinado, os bombeiros propunham que a direcção resolvesse a situação até dia 25 do mesmo mês. Como tal não aconteceu, os onze elementos (aos quais se juntou mais um recentemente) decidiram solicitar através de carta registada a passagem à inactividade no quadro pelo período de um ano. Agora a direcção da associação, através de um comunicado, vem esclarecer que perante o abaixo assinado foi convocada uma reunião para o dia 20 de Julho, no sentido de dar a conhecer o problema a toda a direcção. E acrescenta que foi nessa mesma reunião marcada uma outra para dois dias depois no sentido de ouvir as queixas dos bombeiros descontentes. No mesmo dia o presidente da direcção, Mário Rodrigues, esteve reunido com o inspector distrital de bombeiros. Em Agosto e Setembro, diz a direcção, foi um período de férias. Mas mesmo assim mantiveram-se contactos com alguns sócios para saber qual a sua opinião sobre o assunto. Em 29 de Agosto decidiram entregar o caso ao assessor jurídico da associação e com base no seu parecer diligenciaram junto do inspector distrital de bombeiros, Joaquim Chambel, a abertura de um inquérito, tendo sido enviada toda a documentação para esse efeito a 8 de Outubro de 2002. Estes esclarecimentos surgem na sequência de uma conferência de imprensa dada pelos doze bombeiros incompatibilizados com o comandante, a 1 de Fevereiro de 2003. Nessa altura os queixosos criticaram a demora no processo com vista a instaurar o inquérito disciplinar.O caso já tinha sido noticiado por O MIRANTE no dia 6 de Agosto de 2002. Na altura o presidente da direcção da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários da Golegã, Mário Rodrigues, confirmou o mal estar na corporação, mas desvalorizou o que já se revestia de alguma gravidade, como agora se conclui, dizendo: “O que existe são pontos de vista diferentes entre alguns bombeiros e o comandante”.

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