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Fernando Pratas não é candidato do PS na Chamusca

“Enquanto o Sérgio for o candidato da CDU, não faz qualquer sentido ser eu o cabeça-de-lista do PS”. Dito assim, sem mais nenhuma explicação, fico sem saber a interpretação que hei-de atribuir à expressão “qualquer sentido”, proferida pelo ex-candidato do Partido Socialista à autarquia da Chamusca, derrotado nas últimas duas eleições autárquicas.Mesmo que exista uma relação cordial entre as duas figuras do concelho, não julgo que seja motivo suficiente para que o combate político não aconteça, havendo, até, por via da tal relação cordata, condições de excepção para uma campanha pautada pelo respeito, elevação e sobrando, dessa forma, tempo para trazer à liça os verdadeiros argumentos de cada um dos projectos.Tem-se observado, no concelho da Chamusca, um fenómeno político que suscita uma reflexão séria sobre a forma como os portugueses votam, na eleição dos seus representantes autárquicos. Nas últimas eleições autárquicas, em 2005, depois de o próprio presidente da Câmara ter-se assumido como único responsável por algumas irregularidades na gestão da Câmara e de, inclusive, ter-se afastado, temporariamente, das suas funções, por via de uma alegada depressão, os munícipes não tiveram dúvidas em reelegê-lo, dando-lhe, até, uma maioria superior à anterior. Sabendo-se que, ali, a coligação comunista só ganha mesmo as eleições autárquicas, será por mérito da CDU, ou demérito das outras forças concorrentes?Fernando Pratas, candidato do Partido Socialista, nessas eleições, denunciou, após conhecer os resultados eleitorais, que “a situação é demasiado grave e é pena que a nossa mensagem de explicação do que se está a passar, não tenha passado, ou tenha sido deturpada pela CDU”. Afinal, volvidos quatro anos, parece que tudo normalizou. Já nada é grave, foram-se as deturpações!A resignação de Fernando Pratas explicita que a sua eventual candidatura, nas próximas eleições, não iria acrescentar nada ao projecto comunista de Sérgio Carrinho e, se assim for, começo a perceber o significado da expressão “...qualquer sentido...”.Francisco Gonçalves

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