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De pequenino se aprende a conduzir com muito tino

De pequenino se aprende a conduzir com muito tino

O civismo é quem mais ordena na escola de trânsito do Entroncamento

Um espaço de brincadeiras e aprendizagem para toda a família onde se aprende o respeito pelos outros e por nós próprios.

A Escola de Segurança e Educação Rodoviária (ESER) do Entroncamento está a funcionar desde 1 de Junho. Fica na parte norte da cidade, na rua dos Ferroviários e, nesta altura do Verão tem sido local de brincadeiras didácticas para muitas crianças e seus pais. Até 15 de Setembro funciona das 09h00 às 12h00 e das 19h00 às 22h00, nos dias úteis e das 19h00 às 22h00 aos sábados. Está aberta a pessoas não só do Entroncamento como de localidades vizinhas e, por enquanto, a entrada é gratuita. A única obrigatoriedade é a da marcação antecipada através do telefone 910216084, ou ainda por correio electrónico: eser@cm-entroncamento.pt.O director da Escola é o jovem educador Filipe Santos, também conhecido pela sua actividade como cantor (lançou já este Verão o CD “Terra, Água, Fogo e Ar...de Rock”). Com ele trabalham Adriana Damásio, Vanda Santos e Débora Coelho. O ambiente é descontraído e de grande interacção. Os utilizadores (a idade mínima são 3 anos) têm à sua disposição bicicletas e carros a pedal. Estes últimos são ajustáveis ao tamanho do utilizador. Quem quiser pode levar o seu próprio meio de transporte. A única exigência é que não tenha motor. O circuito por onde circulam peões e “automobilistas” tem tudo o que tem uma cidade a sério. Passeios, estradas, semáforos, passadeiras, sentidos proibidos, uma rotunda e até uma passagem de nível vai ser montada dentro de dias, ou não fosse o Entroncamento uma terra ligada ao caminho-de-ferro.No edifício de apoio, para além da recepção, casas de banho e garagem/oficina, há uma sala multimédia com secretárias com “caras” de carros dos filmes de animação. É ali que são dadas as primeiras indicações sobre como conduzir em segurança respeitando os sinais e os outros condutores. Numa das divisões está montada uma réplica do interior de uma casa de habitação. Cozinha, sala de estar, quarto. Destina-se a ensinar o bê á bá da segurança através da identificação, pelos participantes, dos vários perigos a que todos estamos sujeitos como entalões nas portas, queimaduras no fogão, cortes com facas, choques eléctricos nas tomadas, quedas provocadas por roupa deixada no chão, envenenamento através da ingestão de detergentes.“Ninguém vem aqui para tirar a carta”O pai que entra com os dois filhos para a sessão das 21h00 da última sexta-feira, vai avisando. “Isto aqui não é para fazer corridas”. Apesar das indicações e alertas os mais pequenos portam-se como os “condutores a sério”. Impacientam-se nos semáforos havendo mesmo quem saia do carro ou da bicicleta para carregar nos botões dos mesmos a fim de acelerar a passagem a verde, fartam-se de pisar riscos contínuos, esquecem-se de sinalizar as mudanças de direcção, provocam engarrafamentos ao parar de qualquer maneira para irem beber água e circulam muitas vezes em contra-mão.Filipe, Adriana e Vanda, limitam-se a ajudar os miúdos com mais dificuldades e a dar uma ou outra indicação mas nunca de forma autoritária. “Os pais, os irmãos mais velhos e, por vezes os próprios avós, estão presentes. É a eles que compete interagir com os mais novos. É isso que pretendemos. Quando vêm às escolas as crianças estão acompanhadas pelos professores”, explica. O objectivo da escola não é preparar alunos para tirar a carta. É sensibilizá-los para as questões da segurança e familiarizá-los com as regras de trânsito. Aquelas matérias já fazem parte do currículo do primeiro ciclo. Na ESER os estudantes passam da teoria à prática. Os coelhos, o ouriço e os pneus carecas Os pequenos condutores da Escola de Segurança e Educação Rodoviária, pedalam que se fartam. Há bicicletas que já têm os pneus carecas, conta Filipe Santos. Como as sessões em tempo de férias, implicam a participação de pais, muitos deles, principalmente as mães que são mais cuidadosas, não se limitam a ficar junto ao edifício a ver os filhotes circular. Quando há carros disponíveis, aí vão elas atrás deles, dando instruções e aproveitando para fazer um pouco de exercício.O director da escola conta com satisfação que algumas crianças aprenderam a andar de bicicleta sem as rodinhas traseiras de suporte, ali mesmo. “O ambiente aqui é de grande tranquilidade. Os miúdos não gritam nos cruzamentos como alguns condutores na vida real e não há buzinas. Talvez por isso alguns animais tenham escolhido este espaço para viver. Temos três coelhos e um ouriço. Aparecem normalmente de manhã e ao fim do dia. Se calhar também temos aqui alguma erva de que gostam particularmente”, admite. A mascote da Escola é um coelho sorridente. Uma das iniciativas prevista para o início do ano escolar vai ser a realização de um concurso para escolher um nome para o mesmo.
De pequenino se aprende a conduzir com muito tino

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