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Tratamentos de quimioterapia adiados por falta de médicos

Hospital de Santarém está a tentar colmatar saída inesperada de dois clínicos de oncologia

Directora clínica afirma que os doentes que tinham consultas agendadas estão a ser vistos por internistas para confirmar se podem fazer o tratamento, assegurando que estes cuidados não estão em causa.

Edição de 14.11.2012 | Sociedade
Margarida Santos, 38 anos, anda a fazer tratamentos de quimioterapia há cerca de um mês, no Hospital Distrital de Santarém, para eliminar um cancro da mama. Foi, por isso, com surpresa e preocupação que recebeu um telefonema daquela unidade hospitalar a informar que o tratamento, que deveria ter-se realizado na semana passada, teria que ser adiado pelo menos uma semana. A doente não esconde a sua apreensão apesar de lhe ter sido dito que o adiamento de uma sessão de tratamento não traria qualquer risco para a sua saúde.O Hospital de Santarém admite dificuldades na resposta aos doentes e a directora clínica do hospital afirma que está a tentar contratar especialistas em Oncologia que ajudem a colmatar a saída inesperada de dois clínicos dessa especialidade. Maria Lopes afirmou que a saída, no dia 2 de Novembro, de um dos oncologistas, que rescindiu contrato para ir para Angola, e a entrada em baixa por gravidez de risco, dois dias antes, da directora do serviço geraram um “momento de crise” que o Hospital de Santarém espera conseguir resolver ainda esta semana.“De quatro médicos oncologistas, de repente ficámos com dois, numa situação que não era previsível e que estamos a tentar resolver contactando com instituições que têm internos desta especialidade a sair”, afirma Maria Lopes. Sublinhando que “não há grande disponibilidade no mercado desta especialidade”, a directora clínica do Hospital de Santarém diz que os dois oncologistas que se encontram ao serviço estão a assegurar três dias de atendimento semanais.Enquanto não conseguir contratar mais especialistas, o hospital vai tentar “assegurar estas duas semanas com a prata da casa”. Maria Lopes disse que os doentes que tinham consultas agendadas estão a ser vistos por internistas para confirmar se podem fazer o tratamento, assegurando que estes cuidados não estão em causa.A directora clínica admitiu que doentes que não estão em tratamento mas em seguimento possam ver as suas consultas adiadas, sublinhando que “não é grave” que isso aconteça por uma ou duas semanas. O Hospital de Santarém regista uma média de 1400 novos casos de cancro por ano, tendo cerca de 700 doentes em tratamento no hospital de dia, disse a directora clínica, adiantando que estes incluem situações de recidivas (reaparição de sintomas).

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