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Negócios podem ser inovadores mas devem acautelar gestão sustentável

Negócios podem ser inovadores mas devem acautelar gestão sustentável

Congresso Luso-Brasileiro de Interfaces Multidisciplinares do Direito Ambiental, organizado pelo Instituto Terra e Memória e pela Ordem dos Advogados do Brasil, realizou-se em Mação.

Edição de 02.01.2013 | Economia
Criar uma rede de parcerias envolvendo o meio académico, empresas e o sector jurídico com o objectivo de promover negócios inovadores mas que acautelem sempre a gestão integrada e sustentável dos territórios foi uma das principais conclusões retiradas do Congresso Luso-Brasileiro de Interfaces Multidisciplinares do Direito Ambiental, organizado pelo Instituto Terra e Memória e pela Ordem dos Advogados do Brasil _ seccional do Rio de Janeiro, realizado em Mação e englobado nas organizações do Ano Portugal-Brasil que pretende marcar as relações entre os dois países. “É triste saber que a programação mais forte que existe de inovação no ano Portugal-Brasil é a que nos envolve. É um péssimo sinal mas é um facto, tal como é um facto que temos uma boa relação com o comissariado destes dois países”, disse Luiz Oosterbeek, co-organizador do congresso, na hora do balanço dos trabalhos. “A economia não é o mal, a sociedade não são os bandidos, o ambiente não é o céu. São categorias analíticas e a sustentabilidade passa pela economia”, disse. Luiz Oosterbeek, que também é professor do Instituto Politécnico de Tomar, recordou que a Conferência Rio+20, realizada em Junho de 2012, foi bastante profícua pois permitiu à sociedade a possibilidade de se exprimir de forma plural, com as empresas e os cientistas a assumirem agendas próprias, de responsabilidade e ambição, que convergem de forma pragmática para uma gestão integrada do território. Para os organizadores, “a diversidade cultural foi compreendida como o ponto fulcral da sustentabilidade” permitindo uma visão mais integrada e que privilegia “a negociação permanente entre perspectivas distintas” sendo assumido, pela primeira vez, que o vértice fundamental da sustentabilidade, é a pessoa humana. “O que precisamos é de agendas globalmente sustentáveis e com foco no território. E territórios diferentes merecem agendas diferentes”, frisou.Outra das conclusões que saiu deste Congresso Luso-Brasileiro passa pela necessidade de dinamização de um conjunto de cursos internacionais, que não se limitem a estes dois países, e que consolidem o amadurecimento do novo paradigma da sustentabilidade. Foi ainda decidido constituir uma comissão permanente de articulação de actividades futuras, integrando os professores e juristas Luiz Oosterbeek, Vera Cruz Pinto, Flávio Ahmed, Henrique Mourão, Mário Werneck, para além de representantes a designar pela AIP (Portugal) e pela CNI e IBIO (Brasil). A organização pretende lançar um livro até Março que compila, na íntegra, as 156 comunicações que passaram por estes dois dias de Congresso, pretendendo “resultados concretos” até dia 10 de Junho.
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