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Mais de setenta empresas na AIP para conhecerem oportunidades de negócio no Iraque

O país tem cinquenta milhões de dólares para investimentos em todos os sectores
Edição de 19.06.2013 | Economia
O Iraque quer “contar com as competências, a especialização e o conhecimento” dos empresários portugueses na reconstrução do país, através do “programa de investimento ambicioso” que tem em curso, dotado de “50 mil milhões de dólares americanos e destinado a todos os sectores de actividade”, anunciou Ahmed S. Lafi, da Embaixada da República do Iraque, durante a sua intervenção no ‘workshop’ subordinado ao tema “Iraque: Mercado de Oportunidades de Negócio que a AIP promoveu, na sua sede, em Lisboa, no dia 4 de Junho, na qual participaram cerca de setenta empresários.“Estamos felizes por dizer que o nível do investimento estrangeiro no nosso país tem vindo a aumentar. Muitos países europeus encontraram oportunidades de investimento no Iraque e Portugal não é excepção. Infelizmente, até ao momento, a balança comercial entre os nossos países ainda não excedeu um milhão de dólares americanos, mas gostaríamos de alterar esta situação e de contar com as vossas competências, com a vossa especialização e conhecimento para alcançar este objectivo”, referiu Ahmed S. Lafi, que interveio em representação do embaixador da República do Iraque em Lisboa.Ahmed S. Lafi disse que o Governo do Iraque “tem actualmente um programa de investimento ambicioso com um ‘budget’ de 50 mil milhões de dólares americanos para investimento em todos os sectores de actividade, nomeadamente o melhoramento e reconstrução em áreas como habitação, recursos de água, electricidade, energia, petróleo, saúde, redes e infra-estruturas de transporte, telecomunicações e consultoria em engenharia, comércio, entre outras”. O director-geral da AIP, Nélson de Souza, lembrou que Portugal precisa crescer e que o aumento da exportação contribui em larga medida para esse objectivo. Acrescentou ainda que embora sejamos uma pequena economia, apresentamos vantagens competitivas que tornam muito mais fácil o relacionamento com países como o Iraque. “Temos um passado histórico de cooperação com outros povos, somos um membro de pleno direito da União Europeia, mantemos excelentes relações com os Estados de língua oficial portuguesa, temos um passado recente de indústria e de capacidade de exportação em produtos de média tecnologia e somos sobretudo um parceiro que pela sua pequena dimensão assegura uma relação sem preconceitos de dominação”.Sabah Al-Shammery, responsável máximo de um dos maiores grupos privados iraquianos, o SAPCO Group, centrou a sua intervenção nas “Oportunidades para as empresas portuguesas” em áreas como a construção, as obras públicas, a engenharia e manutenção industrial, ambiente e energia. Os especialistas da AdC Advogados, Nuno Pinto Cardoso e Miguel Lixa Barbosa, explicaram os aspectos jurídicos a ter em conta nas diversas iniciativas de negócio, chamando-os à atenção para as “especificidades” da legislação iraquiana e aconselhando-os à “criação de pontes de entendimento”: “Na parceria é importante que estabeleçam um memorando de entendimento logo no início, ainda na fase de pré-negociação, registando o que querem fazer e proteger. Isto evita que caiam em situações perigosas, de morosa e difícil resolução judicial”. O “Workshop Iraque: Mercado de oportunidades” foi organizado pela AIP, em parceria com a “Canal do Tempo-Importações & Exportações” e a AdC Advogados.

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