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Paulo Queimado responde “à letra” a críticas infundadas de Joaquim Garrido

Paulo Queimado e Joaquim Garrido numa guerra que pode ter sido motivada por mudanças no boletim municipal
Edição de 22.10.2014 | Sociedade
O candidato do PS à Câmara da Chamusca em 2009 e o actual presidente da autarquia e militante do mesmo partido desentenderam-se com acusações públicas na rede social Facebook na Internet por causa de um depósito de água provisório, localizado a poucos metros da igreja do Bonfim. Mas por trás da azia do ex-candidato e empresário de artes gráficas Joaquim Garrido, que publicou uma foto no Facebook com o título “crime paisagístico”, pode estar o facto de a câmara lhe ter tirado a impressão do boletim municipal, como admite o presidente do município, Paulo Queimado, em declarações a O MIRANTE. Garrido não confirma essa tese, limitando-se a dizer que não sabe de qualquer rescisão de contrato, apesar de viver na vila e de a nova publicação já ter saído. “Está a dar-me uma novidade”, disse, quando contactado pelo nosso jornal.Pouco tempo antes da publicação da foto do depósito, no domingo, dia 19, às 15h00, o presidente da câmara tinha estado com Joaquim Garrido no lançamento de um livro da editora deste. E garante que o empresário não lhe tocou no assunto do depósito nem lhe telefonou a pedir explicações. O certo é que o caso dá-se na altura em que o quarto boletim saiu editado por outra tipografia. “Já tínhamos falado com ele sobre a qualidade da impressão e decidimos fazer uma consulta ao mercado contratando outra empresa que garante melhor impressão e a preços mais baixos”, explica Paulo Queimado. “Não falaram comigo nem mandaram carta a rescindir contrato que era para impressão de seis edições”, diz por seu lado o empresário.“Supostamente somos amigos e fiquei chateado com a atitude” de Garrido em colocar o comentário na internet, revela o presidente da câmara, acrescentando que esta parece ser “uma questão quase pessoal que não consigo perceber”. Sobre a guerra iniciada no Facebook, Joaquim Garrido limita-se a dizer a O MIRANTE que apenas deu a sua opinião e considera o assunto encerrado. Paulo Queimado realça que é estranho que uma pessoa que foi vereador, presidente da assembleia municipal e candidato não veja que o depósito é provisório e que visa garantir o abastecimento de água a parte da vila enquanto se faz a reparação de uma ruptura. No comentário na rede social Garrido disse: “Não pode valer tudo! Tirem daqui este mamarracho”. O presidente da câmara tratou logo de fazer um esclarecimento na sua página pessoal do Facebook tendo-o publicado também na de Garrido, que não apagou nada. O esclarecimento termina a dizer: “Agora sei que as palmadinhas nas costas servem para sentir o sítio mais macio para espetar a faca quando eu menos esperar”. A dar mais ênfase à tese de guerra pessoal está o comentário do presidente da assembleia municipal, Francisco Velez (PS): “Impressionante... Há quem continue com azia e a lamber as feridas das derrotas que vai tendo. E então inventa-se para deitar os outros abaixo”.

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