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Filantrópico Manuel Serra d’Aire

Edição de 06.07.2016 | Emails do Outro Mundo

Anda gente descontente em Alverca porque o PCP desatou a pintar grafites nas paredes em tudo o que é sítio com a inscrição “+ direitos, + futuro, não à precariedade”. Ora há gente por aquelas bandas que não gostou de ver as paredes pintadas com a citada mensagem e já sonha com o dia em que os comunistas lá terão que ir de balde e esfregona limpar o que sujaram. E não me estou a referir aos moradores do cemitério, cujo muro também não foi poupado, porque esses já não podem reivindicar e muito menos votar (acho eu...).

Habituado a conviver com estas mensagens desde os saudosos tempos do PREC, em que Portugal se transformou numa espécie de mural de propaganda política a céu aberto de que ainda existem provas com abundância por esse país fora, não me surpreendeu mais esta acção do PCP para tentar vender o seu peixe. É longo o historial desse e de outros partidos no que à ornamentação de paredes, mesmo que hoje existam outros murais, virtuais, mais recomendáveis para fazer passar a mensagem sem ferir a paisagem urbana.
O que me espanta mesmo nesta história é o porquê desta campanha, sendo os comunistas actualmente uma muleta do actual Governo e cúmplice assumido das políticas da chamada “geringonça”. Todos sabemos que o discurso de protesto e oposição está na massa do sangue dos comunistas. E, provavelmente por isso, ainda há por ali quem não tenha conseguido assimilar bem a nova realidade em que o partido se viu envolvido. Por voltas do destino que poucos previam, finalmente os comunistas fazem parte da situação e não da oposição, por muito que isso lhes custe e não queiram que se saiba... E não vale a pena andar a pintar paredes com mensagens gastas para tentar iludir essa realidade, porque ela é inapagável e já ficou para a História, ao contrário dos grafites no muro do cemitério que com uma boa pintura saem de cena.
Em Fátima, terra de muitos e diversificados milagres, há um novo negócio a florescer e provavelmente o mais original nascido à sombra da azinheira e dos três pastorinhos com que tudo começou. Alguém se lembrou de vender ar abençoado de Fátima enlatado, a três euros a unidade. Confesso que fico com inveja quando vejo gente a encher-se de dinheiro à custa de ideias tão simples como esta. Porque não pensei eu nisso antes? Até porque já conhecia o conceito há muito, desde os tempos dos chamados peidos engarrafados, nome patusco dado às bombas de mau cheiro que a malta detonava no Carnaval. Esta ideia está muito mais à frente e estou ansioso para comprar uma unidade, mesmo correndo o risco de que o ar enlatado e abençoado de Fátima cheire demasiado a incenso e a cera derretida.
Parece que o tomarense honorário Miguel Relvas perdeu, por ordem de um tribunal, a polémica licenciatura de que tanto se falou. Não sei se isso lhe faz alguma diferença, mas pela minha parte acho que o homem está cheio de sorte. Primeiro porque para se ser consultor não é preciso canudo mas sim, sobretudo, uma boa agenda de contactos. E depois porque ser doutor neste país é ter como companhia muita gente a quem eu não arriscaria comprar um carro em segunda mão.
Agora vou entrar em estágio para o jogo das meias com o País de Gales. Se ganharmos o Euro prometo uma latinha de ar abençoado de Fátima para toda a comitiva. Palavra de;
Serafim das Neves

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