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Oposição força criação de arquivo municipal no Cartaxo

Presidente da câmara critica proposta e diz que a mesma não faz sentido, pois esse trabalho já está a ser feito

Edição de 06.07.2016 | Sociedade

A Câmara do Cartaxo aprovou a proposta do PSD de criação de um Arquivo Municipal e Histórico do concelho, apesar das críticas do presidente do município. Pedro Magalhães Ribeiro (PS) manifestou-se contra a proposta pois considera que o arquivo municipal já foi criado. “Admito a minha falha não fui pondo ao corrente o executivo municipal do trabalho da equipa do arquivo municipal que começou em Janeiro de 2014, de forma voluntária”, explicou em sessão camarária.
O presidente referiu que as professoras Maria Manuel Simão, Zelinda Pego e Helena Félix trataram de todos os documentos relativos ao concelho até final do século XIX. No entanto, Maria Manuel Simão, que pediu para sair, vai ser substituída por Filipe Rato na equipa de trabalho. “Falhei porque tinha obrigação de vos dar conta de tudo isto. Agora estamos aqui a deliberar sobre que já está implementado no terreno”, realçou.
O vereador Vasco Cunha referiu que a proposta do PSD vai mais além do trabalho já feito. O autarca social-democrata explicou que na proposta existem três dimensões a ter em conta: o arquivo morto, aquele que raramente é consultado; um arquivo mais recente, de utilização corrente, até de gestão documental; e o arquivo histórico municipal que está relacionado com a salvaguarda da memória do que foi a história do município do Cartaxo.
“Não é uma proposta para começar já amanhã a funcionar. Temos os meios que julgamos necessários para no próximo ano se poder fazer o trabalho de casa para avançar com o arquivo histórico municipal, para que um dia a câmara possa ter as portas abertas para quem quiser consultar a documentação”, sublinhou Vasco Cunha.
Pedro Ribeiro criticou a proposta dos vereadores do PSD por considerar que já está a funcionar um arquivo municipal. “Sinceramente, não percebo o porquê desta proposta, não tem consistência”, afirmou. Vasco Cunha não se ficou e respondeu ao presidente. “É a sua opinião e vou desvalorizar. Percebo que fique incomodado quando apresentamos propostas pertinentes”, reforçou. A proposta foi aprovada por maioria com os votos a favor do PSD (2) e do movimento independente (2) e os 3 elementos da gestão socialista votaram contra.

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