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Poluição regressa ao Almonda e fábrica volta a ser apontada como responsável

Edição de 06.07.2016 | Sociedade

A poluição no rio Almonda voltou a ser tema de debate em sessão da Assembleia Municipal de Torres Novas, no dia 29 de Junho. A empresa Fabrióleo, voltou a ser apontada como um dos principais focos de poluição, que se tem voltado a sentir nas últimas semanas. O MIRANTE tentou contactar a administração da Fabrióleo, mas por se encontrar num período de férias não foi possível obter quaisquer esclarecimentos.
Lígia Santos, presidente da Junta de Freguesia de Meia Via, referiu-se ao cheiro nauseabundo que se tem sentido nas últimas semanas, que diz ser “provocado pelas descargas da Fabrióleo”, dizendo que o ribeiro do Serradinho continua a ser “um colector a céu aberto das descargas poluentes” que desagua no rio Almonda.
Segundo a autarca da Meia Via, nas últimas semanas tem-se notado uma intensificação de mau cheiro, aliado a fluidos viscosos descarregados na linha de água. Lígia Santos questionou a Câmara de Torres Novas sobre as medidas que têm vindo a ser tomadas sobre este problema pedindo que se interceda junto das autoridades competentes para resolver o assunto de uma vez por todas.
O Bloco de Esquerda, pela voz de António Gomes, lembrou que o seu partido já enviou ao Governo algumas questões sobre a poluição na ribeira da Boa Água e o funcionamento da empresa Fabrióleo.
António Nobre (PSD) questionou porque a empresa Fabrióleo continua a laborar apesar de todos os embargos e Ramiro Silva (CDU) realçou a “muita conversa e pouca acção” dizendo que sabem quem polui, mas nada acontece. “Se as leis não servem, alteram-se”, defendeu.
Miguel Bento falando como cidadão e líder do CDS foi o primeiro a tocar no assunto da poluição do Almonda pedindo mais intervenção e mais movimentação cívica sugerindo uma manifestação junto à Assembleia da República.
Face a este assunto Pedro Ferreira, presidente da Câmara Municipal de Torres Novas, lamentou estar-se de novo a discutir este assunto. “Se há um mês a água estava límpida de há 15 dias para cá a situação agravou-se”, disse. Referiu que a GNR e o SEPNA - Serviço de Protecção da Natureza e do Ambiente da GNR estiveram a realizar acções de fiscalização.
Sobre a Fabrióleo, Pedro Ferreira disse já não podia fazer mais nada. “Nós não podemos fechar a fábrica”, sublinhou. Já o presidente da assembleia municipal, José Manuel Trincão Marques, referiu que esta é uma questão que ultrapassa o poder local e convidou os eleitos a participarem numa reunião com a Comissão do Ambiente que, entretanto, decorreu no dia 30 de Junho.

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