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Revisão do PDM de Tomar arrasta-se no tempo mas ainda suscita discussão

Vereador acusa maioria na câmara de fazer “fatos à medida” do PS e CDU

Edição de 06.07.2016 | Sociedade

O vereador do movimento Independentes por Tomar (IpT), Pedro Marques, votou contra o documento da terceira fase da revisão do Plano Director Municipal (PDM) de Tomar por “não poder pactuar com fatos à medida da coligação PS/CDU” que gere a câmara municipal. “Os documentos entregues colocam muitas dúvidas e não correspondem aos interesses do concelho e da população”, lamentou Pedro Marques.
O vereador criticou também o facto de, na sua opinião, não ter havido tempo suficiente para analisar tantas páginas. “Os documentos foram entregues na quarta-feira à noite para serem discutidos na segunda-feira seguinte. Dêem-nos pelo menos 15 ou 20 dias para estudarmos e analisarmos todos os documentos para percebermos a estratégia do município para o PDM”, criticou Pedro Marques acrescentando que deveria haver um gabinete de apoio ao PDM para que alguns assuntos possam ter respostas adequadas. Deixou ainda criticas à postura do vereador Bruno Graça (CDU) referindo que agora que está na coligação que gere o município aprova documentos que quando era oposição não aprovava.
“As maiorias acham-se autónomas, decidem como bem entendem, mesmo quando se trata, como é o caso, de um documento que vai afectar a vida de todos nós e do concelho nos próximos anos e cujas opções podem condicionar, por ser fundamentais, o desenvolvimento socioeconómico do concelho. Os documentos que nos entregaram sobre o PDM colocam-nos muitas dúvidas e entendemos que não correspondem aos interesses do concelho e da população, sendo em muitos casos bem piores do que a versão ainda em vigor”, justificou assim o seu voto contra o documento.
A terceira fase de revisão do PDM de Tomar foi agora aprovada. A revisão começou em 2002 mas tem-se arrastado no tempo. A presidente da Câmara de Tomar, Anabela Freitas (PS), explicou que o futuro PDM vai incidir na ampliação da área da zona industrial, actualmente conhecida como parque empresarial. Também não será esquecido o Plano das Avessadas, com a possibilidade de instalação de actividades económicas. “Tínhamos um modelo de PDM muito centrado na cidade, desprezando um pouco as freguesias. Esse era um dos constrangimentos do anterior PDM que queremos ver resolvidos”, disse ainda a autarca.
Bruno Graça (CDU) referiu que é necessário encontrar uma solução definitiva para o facto da revisão do PDM ser sempre tão demorada, recordando que a primeira fase demorou cerca de seis anos a avançar e foi uma “batalha muito dura”.
A vereadora Beatriz Schulz (PSD) questionou sobre a criação de espaços verdes uma vez que, disse, não existe qualquer indicação disso nos documentos. A ciclovia da Pedreira foi outro dos assuntos que a vereadora quis saber se integraria a revisão do PDM. O vereador Rui Serrano explicou que este ainda não é o documento definitivo e que existem mais elementos que integrarão a fase final do PDM e posteriormente virão a reunião do executivo camarário.

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