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Refeições escolares servem “esquema de exploração” de mão-de-obra barata

Refeições escolares servem “esquema de exploração” de mão-de-obra barata

Críticas na Câmara de Rio Maior à contratação, pela Comunidade Intermunicipal da Lezíria do Tejo, de consórcio de grandes empresas que vai servir as escolas de vários concelhos nos próximos dois anos.

Edição de 04.08.2016 | Sociedade

A Câmara de Rio Maior vai gastar 621.961 euros em refeições escolares nos próximos dois anos lectivos, tendo aprovado a contratação desses serviços através da central de compras da Comunidade Intermunicipal da Lezíria do Tejo, mas o assunto voltou a motivar críticas. O vereador Carlos Nazaré (PS) defendeu outro modelo para contratação desses serviços e não poupou as grandes empresas que operam nessa área: “Temos que nos livrar destes concursos internacionais que dão cobertura a meia dúzia de empresas que funcionam em cartel”.
Empresas, enfatizou Carlos Nazaré, que “nem sequer têm funcionários” e subcontratam mão-de-obra barata a outras empresas. “É um esquema de exploração em toda a linha em que a questão do preço não devia ser orientadora da decisão”, declarou.
Mesmo assim, o vereador socialista, que foi o único a votar contra a proposta, elogiou o facto de o novo contrato de fornecimento das refeições escolares prever a possibilidade dos funcionários, professores e encarregados de educação poderem almoçar nos refeitórios das escolas pagando um preço semelhante ao dos alunos. “Fico contente que possam lá almoçar e testar o que os filhos comem”, reforçou.
Augusto Figueiredo (CDU), que se absteve, também já tinha registado essa alteração e voltou a defender alternativas ao actual modelo de contratação, sugerindo que seja a câmara a contratar esses serviços a entidades do concelho, nomeadamente instituições particulares de solidariedade social com experiência nessa área. Uma opção que permitiria também dinamizar a economia local, disse, mesmo que isso implicasse um preço superior no custo do serviço.
As refeições escolares nos municípios da Comunidade Intermunicipal da Lezíria do Tejo serão fornecidas pelo consórcio constituído pelas empresas GERTAL - Companhia Geral de Restaurantes e Alimentação, S.A., ITAU - Instituto Técnico de Alimentação Humana, S.A. e SOCIGESTE - Serviços, Indústria e Comércio de Refeições, Lda. O serviço foi contratado através de concurso público internacional.
O preço unitário de refeição para aluno é de 1,16 cêntimos e para adulto é de 1,45 euros. O preço cobrado aos municípios da Lezíria por cada lanche para os alunos é de 32 cêntimos.

Refeições escolares servem “esquema de exploração” de mão-de-obra barata

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