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Biblioteca itinerante na Chamusca não é consensual

Biblioteca itinerante na Chamusca não é consensual

Eleito da coligação PSD/CDS na Assembleia Municipal da Chamusca considera que não se justificam os custos quando há uma biblioteca municipal e diz que o projecto implementado pela maioria socialista faz-lhe lembrar os tempos do antigo regime.

Edição de 05.10.2016 | Sociedade

O eleito da coligação PSD-CDS na Assembleia Municipal da Chamusca, Fernando Garrido, diz que não se justifica a existência de um serviço de biblioteca itinerante no concelho, que comporta gastos desnecessários, quando existe uma biblioteca municipal para garantir essa função.
Na última sessão da Assembleia Municipal da Chamusca, Fernando Garrido diz que tem “uma certa relutância em entender o projecto” da biblioteca itinerante, dizendo que lhe faz lembrar os tempos do antigo regime, quando o único acesso que muita gente tinha aos livros era precisamente através das bibliotecas itinerantes da Fundação Calouste Gulbenkian. “Isso hoje já não faz sentido”, afirmou.
O eleito criticou os gastos com o projecto que pelas suas contas rondam os três mil euros mensais. “Enquanto empresário tenho que olhar para o custo/beneficio e quero saber, enquanto membro da assembleia, quais são os proveitos”, questionou Fernando Garrido.
O presidente do Município da Chamusca, Paulo Queimado (PS), disse em resposta que a biblioteca itinerante também lhe faz lembrar o período do fascismo, mas “pela idade da carrinha”. O autarca diz que “foi por opção fazer este projecto diferenciador e de proximidade com a população e mesmo que fossem os três mil euros de que fala trata-se de um investimento e não de um gasto”.
Fernando Garrido questionou ainda o executivo camarário sobre o número de utilizadores da Biblioteca Ruy Gomes da Silva que nos últimos três meses teve uma média de 10 utilizadores por dia em Junho, oito pessoas em Julho e seis pessoas em Agosto. Números que considerou baixos.
Paulo Queimado, em resposta, explicou que “quando se olha para os relatórios os números são catastróficos, mas não podemos obrigar as pessoas a irem aos equipamentos”. Para o presidente da autarquia o mês de Agosto não deve servir de referência “porque há menos utilizadores nesta altura de férias”.

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