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Câmara de Santarém aposta nos milhões da Europa para requalificar a cidade

Câmara de Santarém aposta nos milhões da Europa para requalificar a cidade

Projectos são muitos e visam sobretudo a zona mais antiga e ainda a Ribeira de Santarém e Alfange. Até 2020, se o dinheiro entretanto chegar, não vão faltar obras. Ao todo são quase 8 milhões de euros de investimento previsto.

Edição de 05.10.2016 | Sociedade

A Câmara de Santarém tem planos ambiciosos para os próximos anos no que toca à requalificação do espaço urbano na zona mais antiga da cidade, prevendo investir, com a ajuda da União Europeia, 7,7 milhões de euros na reabilitação ou remodelação de edifícios ou espaços emblemáticos como o Mercado Municipal, o Largo Infante Santo/Praça do Município, Largo do Seminário, a Avenida D. Afonso Henriques ou a Praça Visconde Serra do Pilar (Largo de Marvila).
O PEDU - Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano, apresentado recentemente, é a ferramenta que vai permitir à autarquia candidatar-se aos fundos comunitários do Portugal 2020 para operar uma mini revolução no espaço público do planalto citadino. E projectos não faltam, como a remodelação do edifício da Câmara Municipal de Santarém, a construção do Observatório da Gastronomia, a requalificação da Casa do Relojoeiro, junto à Torre das Cabaças, ou a requalificação da antiga EPC, onde se pretende criar um pólo equestre.
O centro histórico vai estar novamente no centro das atenções, após alguns anos caído no esquecimento no que toca a intervenções de requalificação. Há obras planeadas também para o Largo das Alcáçovas, Largo Ramiro Nobre/Rua Dr. Mendes Pedroso, Largo dos Pasteleiros, Largo Pedro Álvares Cabral e miradouro de Santa Margarida.
As localidades ribeirinhas de Ribeira de Santarém e Alfange também não foram esquecidas e bem necessitadas estão de regeneração urbana. A reabilitação do bairro de habitação social e do espaço público de Alfange e a construção de uma oficina criativa na mesma zona são projectos em carteira. Para a Ribeira de Santarém prevê-se a construção de uma casa mortuária, a beneficiação do edificado para habitação social, a reabilitação de um edifício visando transformá-lo num equipamento multiusos, bem como a requalificação do edifício que acolhe o Clube de Canoagem e da Praça Oliveira Marreca.

Oposição critica

Na última reunião do executivo a questão do PEDU foi levantada pela oposição, com o vereador Francisco Madeira Lopes (CDU) a referir que o plano “de estratégico tem pouco”, não tendo havido reflexão e debate prévios, nem tendo sido auscultada a União de Freguesias da Cidade sobre os investimentos previstos. “O PEDU traz poucas novidades. É um plano imposto de cima para baixo, atamancado, em que a prioridade é aproveitar os fundos comunitários, mesmo que essas não sejam as prioridades de Santarém”, afirmou.
O vereador Celso Braz (PS) também considerou que o PEDU é um documento que “carece de alguma reflexão estratégica” e que “fica muito aquém do que a cidade necessita quanto a intervenções estratégicas que constituam mais valias para a cidade”. Considerou também ter havido pouca participação na sua elaboração e diz ter algum receio que o resultado das obras previstas no plano possa ser insuficiente.
Na resposta, o presidente da câmara, Ricardo Gonçalves (PSD), disse que foi imposto um prazo curto ao município para elaborar o plano mas, mesmo assim, sublinhou, ainda se realizaram três reuniões com empresários e outros agentes da sociedade civil, onde a União de Freguesias da Cidade participou, no âmbito da elaboração do PEDU.

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