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Moradores do Monte Sereno reclamam mais atenção dos políticos

Moradores do Monte Sereno reclamam mais atenção dos políticos

Há uma década que reclamam por melhores condições naquela urbanização de São João dos Montes. Falta água nas torneiras, não há árvores, limpeza nem contentores do lixo em quantidade suficiente.

Edição de 05.10.2016 | Sociedade

O rol de problemas é extenso na urbanização Monte Sereno, em São João dos Montes, Alhandra, e os moradores reclamam soluções para problemas que estão por resolver há uma década.
Faltam espaços verdes e manutenção nas poucas zonas que existem, até nos canteiros em que as flores, por falta de rega e tratamento, secaram. Nesta urbanização com mais de três dezenas de casas só há contentores do lixo às portas da urbanização e quem vive no alto da encosta não tem onde despejar os resíduos.
Mas os problemas maiores são sentidos quando se abrem as torneiras: a água não tem pressão suficiente para tomar banho nem sequer para colocar a funcionar correctamente as caldeiras. Seja Verão ou Inverno. Quem ali vive não tem acesso à Televisão Digital Terrestre (TDT) por estar em zona de sombra, mas os serviços de televisão e Internet por satélite pagos à parte são tão lentos que praticamente não servem para nada. Os picos de corrente eléctrica são também constantes e vários moradores já ficaram sem o recheio electrónico das casas.
Na última semana, depois de alguma insistência dos vereadores da Coligação Novo Rumo (liderada pelo PSD) em reunião de câmara, os serviços municipalizados de água e saneamento de Vila Franca de Xira (SMAS) começaram a colocar no local medidores de pressão da água. António Oliveira, presidente dos SMAS, explicou em reunião de câmara que os testes é que irão apontar na direcção do estudo de soluções para o problema.
“Às vezes quando falamos da falta de pressão é porque as redes no solo são muito antigas e não podemos aumentar muito a pressão, há limites de segurança. Às vezes são também as redes obstruídas e que precisam de manutenção. É isso que vamos averiguar”, explicou António Oliveira.
Vários moradores, escutados por O MIRANTE, não escondem a revolta pelo arrastar dos problemas. Cada um pagou perto de 200 mil euros pela habitação. “Isto não é um pardieiro, merecíamos outro tipo de atenção por parte dos políticos locais. Estamos aqui esquecidos. A junta não limpa nada e a câmara não resolve”, critica Joaquim Dinis.
A maioria das vezes quando os moradores abrem as torneiras só sai ar, que mesmo assim conta como água nos contadores. Joaquim pagou, no último mês, mais de 200 euros na factura. Quem ali vive diz que as queixas por telefone para os SMAS são frequentes.
“Quase metade dos consumos que fazemos são ar. Sentimo-nos abandonados aqui. isto resolvia-se bem com algum investimento, bastava colocar um depósito no alto da urbanização ou bombas que trouxessem para cá a água”, lamenta Hugo Ribeiro, outro residente. Mário Aníbal, uma antiga referência do atletismo nacional, também reside naquela urbanização e confessa-se triste por um problema “aparentemente simples” demorar “tanto tempo” a ser resolvido.

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