
Presidente da Câmara de Alcanena considera “deplorável” carta aberta de vereador da oposição
Rui Anastácio acusou Fernanda Asseiceira de misturar assuntos da vida privada com assuntos de política e a presidente do município responde dizendo que não vale tudo para atingir objectivos eleitorais.
A presidente da Câmara de Alcanena, Fernanda Asseiceira (PS), desvalorizou a carta aberta apresentada pelo vereador Rui Anastácio (PSD/CDS) na reunião do executivo de 4 de Setembro, dizendo que a atitude do vereador é “lamentável” e que “não vale tudo para atingir objectivos eleitorais”. A autarca considera que “ofender as pessoas é escolher o pior caminho, é não estar à altura do exercício de funções públicas”.
Fernanda Asseiceira sublinha que os municípes a conhecem bem e sabem que a sua honestidade nunca foi posta em causa no exercício das suas funções. Acusa o vereador eleito pela coligação PSD/CDS, em 2013, de escolher o pior caminho para se afirmar a escassos dias das eleições. Fernanda Asseiceira considera a carta aberta “deplorável e não merecedora de atenção”.
O verador da coligação PSD/CDS, Rui Anastácio, que é cabeça-de-lista à assembleia municipal pela coligação PSD/CDS/MPT escreveu uma carta aberta a Fernanda Asseiceira, onde manifesta a sua opinião pelo facto de na reunião de câmara de 17 de Julho, a autarca o ter ameaçado com um processo em tribunal por delito de opinião. Fernanda Asseiceira tinha acusado o vereador de não se preocupar com o seu concelho e de ter ido investir no concelho de Porto de Mós. O que levou o vereador e empresário de hotelaria a considerar a presidente como “intelectualmente desonesta” por estar a misturar assuntos da vida privada com assuntos de política. O que motivou a ameaça de um processo em tribunal por parte da autarca que não chegou a concretizar-se.
Na carta aberta dirigida a Fernanda Asseiceira e lida na última reunião de câmara, Rui Anastácio refere que nunca pensou ser alvo de um processo por delito de opinião, mas espera que a ameaça não seja vã, no sentido de calar vozes menos convenientes.
O autarca reconhece que não deve explicações sobre as suas opções privadas de investimento, mas aponta algumas das razões que o levaram a investir fora do concelho de Alcanena. Sublinha que a Câmara de Alcanena é das autarquias da região mais morosas e ineficientes ao nível do tratamento dos processos de licenciamento. Acrescenta ainda que no último ano recebeu propostas de investimento de dois presidentes de câmara da região Centro e que sendo um filho da terra, nunca recebeu qualquer convite para investir no concelho de Alcanena na área do turismo.
Anastácio adianta também que pensou investir em Alcanena recentemente, mas mudou de ideias por considerar que a ideia seria “vendida” como um pedido de algum favor especial e “usado com a habitual falta de escrúpulos que tem vindo a acompanhar a vida política do concelho de Alcanena e do país”.

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