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A cultura da amêndoa está a ganhar adeptos e expressão na região
João Amaral Netto e João Ferreira de Andrade

A cultura da amêndoa está a ganhar adeptos e expressão na região

Cooperativa Agrícola do Vale de Arraiolos está a apoiar projectos na zona da Chamusca e Alpiarça. Produtores consideram que se trata de uma boa e rentável alternativa às culturas de regadio.

Edição de 16.11.2017 | Economia

A cultura da amêndoa na região veio para ficar. João Ferreira Andrade, de Alpiarça, e João Amaral Netto, da Chamusca, estão na linha da frente nesta produção agrícola. O primeiro amendoal em Alpiarça foi plantado no ano de 2016 e deve começar a dar frutos em 2019. O segundo, de João Amaral Netto, foi plantado neste ano.
O MIRANTE visitou o primeiro amendoal de João Amaral Netto, na Quinta da Murta, na Chamusca. “A ideia inicial era fazer amêndoas e nozes mas os técnicos disseram que esta terra não dava nozes, por isso apostámos em amêndoas e decidimos avançar”, diz o proprietário que já plantou nesta fase inicial cerca de oito hectares. Os seus filhos também vão avançar com esta cultura. A ideia é no conjunto ter entre 65 e 70 hectares.
“A ideia é plantar 100 hectares e depois expandir para outros associados que se queiram juntar. A aposta nos frutos secos é uma alternativa às culturas de regadio e, sobretudo nestes solos mais fracos onde a produção de tomate ou de milho não é rentável, optou-se então por frutos secos”, explica o presidente do conselho de administração da Cooperativa Agrícola do Vale de Arraiolos CRL (CADOVA), Vasco Reis.
O primeiro produtor e principal dinamizador desta cultura, João Ferreira de Andrade, conta a O MIRANTE que “tendo em conta que a cultura habitual que é o milho estava com uma rentabilidade muito baixa, estudámos uma série de possibilidades e, perante as várias hipóteses, decidimo-nos pela amêndoa”. O produtor começou a estudar essa cultura, entusiasmou-se com ela e garante que na zona a amendoeira dá e tem índices de rentabilidade muito bons, sendo um investimento que vai ter muito retorno.
O objectivo da CADOVA, cooperativa que apoia financeiramente os projectos e que vai fazer toda a colheita e venda, é ter uma produção de duas toneladas por hectare mas se atingir os 1800 quilos já é rentável para a cultura. O pomar de João Amaral Netto plantado em 2017 deve começar a dar os primeiros frutos em 2020. Em 2022 estará em plena produção.

A cultura da amêndoa está a ganhar adeptos e expressão na região

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