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Município despende 95 mil euros até 2020 para manter Equipa de Intervenção Permanente em Rio Maior

Município despende 95 mil euros até 2020 para manter Equipa de Intervenção Permanente em Rio Maior

Protocolo com Bombeiros Voluntários de Rio Maior e Autoridade Nacional de Protecção Civil garante um grupo de cinco elementos para dar resposta rápida de socorro em caso de incêndios, inundações e outras ocorrências.

Edição de 16.11.2017 | Sociedade

A Câmara Municipal de Rio Maior vai continuar a comparticipar, até Outubro de 2020, os encargos com a Equipa de Intervenção Permanente (EIP) dos Bombeiros Voluntários de Rio Maior, o que representa um custo de 95.541 euros para os cofres da autarquia, a repartir pelos três próximos anos. A Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC) vai despender uma verba igual nesse período para o mesmo fim. O custo anual de uma EIP ronda os 60 mil euros.
A EIP de Rio Maior foi criada em Outubro de 2011, em resultado de um protocolo firmado entre a Câmara de Rio Maior, ANPC e Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Rio Maior que tem vindo a ser renovado. A equipa é constituída por cinco bombeiros, vinculados à associação por contrato individual de trabalho, que asseguram o socorro, de forma permanente, em todos os dias úteis, por um período semanal de 40 horas, de acordo com um plano de horário elaborado pelo comandante do corpo de bombeiros.
O objectivo da EIP é dar uma resposta rápida às ocorrências que impliquem intervenções de socorro às populações e de defesa dos seus bens, designadamente em caso de incêndio, inundações, desabamentos ou outras ocorrências no âmbito da protecção civil. Actualmente, existem no país 165 EIP, tendo o Governo manifestado a intenção de chegar a um total de 260 equipas.

Profissionalização dos bombeiros é o caminho
Durante o debate da proposta, o vereador Filipe Santana Dias (PSD), a quem foi delegado o pelouro da protecção civil, sublinhou, em resposta ao vereador Daniel Pinto (PS), que esta equipa não tem responsabilidades de fiscalização, nomeadamente em relação à limpeza de terrenos, frisando que essa competência é de outras entidades, nomeadamente da GNR e dos municípios. “Não serão certamente os bombeiros a fazer cumprir a lei, pelo menos enquanto eu for responsável pela Protecção Civil”, afirmou.
Filipe Santana Dias disse ainda que o município está aberto à possibilidade de potenciar e reforçar a capacidade de intervenção dessa equipa, desde que haja condições para isso. E considerou que, “embora o voluntariado seja uma causa muito nobre”, a profissionalização dos serviços da área de protecção civil deve ser o caminho a trilhar.
Também a presidente Isaura Morais (PSD) realçou a articulação muito próxima que existe entre o município e os Bombeiros Voluntários de Rio Maior e informou que, em reunião recente dos autarcas da Comunidade Intermunicipal da Lezíria do Tejo, foi falada a possibilidade de criação de corpos de sapadores florestais.

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