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Não há receitas acabadas para se chegar às boas notas
Alunos do Agrupamento de Escolas de Benavente foram premiados com Diplomas de Mérito e Exelência

Não há receitas acabadas para se chegar às boas notas

Gostar da matéria, ter atenção nas aulas e rever os apontamentos diariamente são algumas das receitas para se chegar às boas notas. Mas cada caso é um caso. Também há quem só estude na véspera dos testes e tenha bons resultados. Nove alunos do quadro de mérito do Agrupamento de Escolas de Benavente dão as suas dicas para o sucesso escolar.

Edição de 16.11.2017 | Sociedade

O essencial na hora de estudar é gostar da matéria. “Se não tivermos interesse o nosso subconsciente nem se vai dar ao trabalho de perceber o que estamos a ler e é meio caminho andado para termos má nota”, defende Leonardo Conde, 18 anos, um dos melhores alunos do Agrupamento de Escolas de Benavente no ano lectivo 2016/2017 que na noite de quinta-feira, 9 de Novembro, foram premiados com os Diplomas de Mérito e Excelência.
O interesse é essencial mas não chega. “Tem de se marrar ao longo do tempo, não basta uns minutos antes dos testes porque não se consegue interiorizar nada”, alertou Leonardo. Margarida Teixeira, 14 anos, de Santo Estêvão, também passa muitas horas em frente aos livros: “Nas semanas em que tenho testes estudo perto de três horas todos os dias e no resto do tempo faço os trabalhos de casa e vou revendo a matéria. Acho que tentar decorar não vale de nada em Ciências, temos de praticar para percebermos os mecanismos”.
Alexandre Oliveira, 14 anos, de Samora Correia, aluno de Línguas e Humanidades, é a prova de que o oposto também resulta: “Só estudo nas vésperas dos testes e uma hora ou hora e meia chega. Nas semanas em que temos mais testes é um pouco mais complicado, mas mesmo assim não estudo muito”.
Então como consegue ter boas notas? André Gonçalves, 16 anos, de Samora Correia, tem a resposta: “O mais importante é estar com atenção nas aulas e em casa rever o que se deu e tentar tirar as dúvidas nas aulas com os professores”. André não tem vergonha de estar sempre de braço no ar e não se incomoda com os comentários dos colegas.
“Há que escolher os amigos que nos dão motivação e não nos deitam abaixo. A perseverança e o empenho são duas das melhores qualidades que podemos ter, mas a solidariedade para os outros é ainda mais importante”, diz Iuri Ribeiro, 16 anos, do Porto Alto, que também gosta de tirar todas as dúvidas na aulas.

O acompanhamento dos pais e a sorte com os professores
“Os amigos e as namoradas têm de perceber quando deixamos de estar com eles para estudar porque o mais importante tem de ser os objectivos que definimos para o nosso futuro”, diz Leonardo. Patrícia Rodrigues, 17 anos, de Benavente, finalista do 12º ano de Ciências, confessa que adora ir a festas e que por vezes é difícil gerir o tempo livre: “Tive de fazer alguma ginástica ao longo do secundário para ir às festas mais importantes, mas aproveitava todos os intervalos das aulas para estar com os amigos e os fins-de-semana com a família”.
Os pais de Margarida, Patrícia e Iuri ficam orgulhosos por os filhos quererem seguir Medicina mas não os pressionam: “Nunca me exigiram ter boas notas nem me obrigaram a estudar mas ensinaram-me a dar sempre o meu melhor e a trabalhar para mim própria”, conta Patrícia.
Os jovens concordam que o apoio dos pais é importante mas que o acompanhamento dos professores também é e que, muitas vezes, é preciso sorte naqueles que têm: “Apesar de o grosso do trabalho ter de ser nosso se não tivermos a sorte de nos calhar um bom profissional não ajuda nada”, alerta Patrícia.
E quando os sonhos não são alcançados à primeira a solução não é baixar os braços. Mário Carvalho, 19 anos, de Benavente, terminou o curso de Ciências com média de 14 e não conseguiu entrar para a Escola Naval da Marinha Portuguesa por duas décimas, mas não baixa os braços: “Vou ficar a fazer melhoria a Matemática, que até é das minhas disciplinas preferidas e que é o exame de admissão, e para o ano tento outra vez”.

Excelência a dobrar

Joana e Catarina Coutinho, 16 anos, são as filhas gémeas do presidente da Câmara, Carlos Coutinho, e estão no 11º ano de Ciências no quadro de excelência. Andam na mesma turma, estudam juntas, têm as mesmas disciplinas preferidas, Matemática e Físico-Química, e até partilham os apontamentos. “Os nossos pais sempre nos disseram para sermos o que quiséssemos, nunca nos tentaram impor nada”, conta Catarina, que chegou a querer ser modelo e que agora prefere uma carreira em Bioquímica.
Para as gémeas, o melhor é estudar a longo prazo e conseguem antecipar-se por vezes ao que os professores dão nas aulas: “Se vemos que vamos ter uma matéria mais difícil estudamos em casa para estarmos preparadas para quando for dada na aula. Temos de nos lembrar que são os professores que vão ditar o nosso futuro e é uma sorte que nos calhem bons professores, mas até agora temos sido muito sortudas”, conta Joana.

Não há receitas acabadas para se chegar às boas notas

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