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Junta da Póvoa e Forte da Casa está a falhar na comunicação com a população
Ana Bayer é presidente da Assembleia de Freguesia da Póvoa e defende mais contacto com a população

Junta da Póvoa e Forte da Casa está a falhar na comunicação com a população

Social-democrata Ana Paula Bayer cumpre um ano como presidente da assembleia de freguesia. A presidente da Assembleia de Freguesia da União de Póvoa de Santa Iria e Forte da Casa é uma mulher sem medo da frontalidade. A O MIRANTE fala sobre os desafios de duas localidades dormitório de Lisboa, destaca as vantagens que as mulheres têm no cenário político e diz que o executivo da junta, liderado por Jorge Ribeiro (PS), não está a saber comunicar nem passar a sua mensagem à comunidade.

Edição de 25.10.2018 | Sociedade

A Junta de Freguesia da União da Póvoa de Santa Iria e Forte da Casa, liderada por Jorge Ribeiro (PS), não está a saber comunicar com a população e está a falhar na transmissão das novidades do que se vai passando na freguesia. A opinião é de Ana Paula Bayer, a nova presidente da assembleia de freguesia, eleita pela Coligação Mais, liderada pelo PSD.
“Há um longo caminho a percorrer, o PS e o Jorge Ribeiro não estão a conseguir fazer o que é desejável para a Póvoa e o Forte. Apresentámos várias propostas, coisas simples que poderiam melhorar a vida da população e que eram de fácil resolução e até hoje ainda não tivemos resposta, nem negativa nem positiva. É a história do Pinóquio. Do que vejo o executivo tem falhado muito a nível da comunicação. E a comunicação é o ponto fundamental numa relação de proximidade e aquele que está mais atrasado. Deviam trabalhar mais isso”, defende.
Para Ana Paula Bayer, uma junta que não sabe transmitir as novidades do que vai desenvolvendo e o “espaço maravilhoso que existe à beira rio” nunca conseguirá ir muito longe. “Faltam actividades ao ar livre, iniciativas de rua e cativar novos visitantes. Faltam eventos dedicados aos mais jovens, concertos por exemplo. É evidente que somos uma freguesia dormitório. É impossível dizer que não. O número de pessoas que entra e sai diariamente fala por si”, constata.
Póvoa espera há décadas por soluções
Ana Paula Bayer, 38 anos, filha de mãe austríaca e pai português, vive no concelho desde os 11 anos e ultimamente no Forte da Casa. É militante do PSD desde os 18 anos, foi vereadora em regime de substituição de João de Carvalho no anterior mandato e a candidata da coligação liderada pelo PSD à Junta da Póvoa e Forte nas últimas eleições, onde ficou em quarto lugar. O acordo estabelecido com o PS, força política que ganhou a câmara municipal, garantiu-lhe a posição de presidente da assembleia. Experiência que diz estar a ser enriquecedora e desafiante.
“A Póvoa continua à espera de soluções que se vão adiando há anos, como a falta de acessos e estacionamento. Isto mostra a falta de respostas da gestão PS. Mandato após mandato vamos estando sempre a falar da mesma coisa e vemos o que não é feito”, lamenta.
Ana Bayer elogia a união de freguesias mas nota que no Forte há mais bairrismo que na Póvoa. “Temos de acabar com a construção em altura e criar espaços de lazer. Para nos aproximarmos da população não podemos estar à espera que as pessoas venham ter connosco. Temos de frequentar a cidade, conhecer os lugares, as pessoas. Ir bairro a bairro ouvi-las. Se as pessoas virem que o que pedem e precisam é respondido, certamente vão dar mais importância aos políticos. Agora se for mais do mesmo, em que se ouve as pessoas mas não se vai ao encontro do que precisam, elas desligam. E isso é o que hoje em dia está a acontecer na junta”, critica.

Mulheres ao poder
Para a presidente as mulheres são uma mais-valia na política local. Considera-as “mais inteligentes emocionalmente que os homens” e mais estáveis na tomada de decisões. “Conseguimos negociar melhor e somos mais diplomatas. Não vamos cair no extremismo de dizer que só as mulheres são boas mas se houvesse mais mulheres na política, como vemos nos países nórdicos, seria mais enriquecedor para todos”, defende.
Sobre um dos temas que tem dividido a população, a construção de novas ciclovias no interior da cidade, Ana Bayer tem uma posição clara: entende que são positivas mas critica a falta de planeamento. “Gosto das ciclovias mas a forma e o local onde foram feitas não são as mais indicadas. As bicicletas estão na Nacional 10, não estão nas ruas que sobem e descem a Quinta da Piedade. Não há um único acesso à zona ribeirinha, que é o espaço principal de lazer da cidade. E também não há uma ligação à mata municipal de Vialonga. Infelizmente as coisas criaram-se, gastou-se dinheiro mas não se pensou nem planeou”, lamenta.

PSD à procura de novos rumos

Questionada sobre o desempenho eleitoral do seu partido nas últimas corridas eleitorais, a autarca é pragmática: “Não cresceu mas também não morreu”. Admite que a liderança de Rui Rei à frente da concelhia social-democrata tem “alguns erros e coisas melhorar” mas na generalidade diz que o partido se tem erguido, crescido e cimentado numa união interna como há muito tempo não se via graças ao empenho de Rui Rei. A culpa do mau resultado em Outubro do ano passado, aponta, foi da troika e da gestão nacional do PSD. “O PSD de Vila Franca de Xira não está morto, bem pelo contrário, e continuamos a fazer trabalho todos os dias. Mas claro que há sempre coisas a melhorar”, conclui.

Uma autarca que detesta a mentira

Ana Paula Bayer mantém-se firme na convicção de quais são as suas prioridades para o desenvolvimento da união de freguesias: mais espaços de lazer e zonas para as famílias, novos lugares de estacionamento, melhores acessos e melhor recolha do lixo.
A autarca é técnica de intervenção local na empresa pública Gebalis, de Lisboa, e dá aulas de natação e hidroginástica. É militante do PSD desde os 18 anos e formada em ciência política. Tira-a do sério a mentira, é benfiquista mas a sua cor favorita é o azul. Adora viajar e conhecer novas culturas. Os Pearl Jam são a sua banda favorita mas admite que é eclética nos gostos musicais. Aos domingos gosta de ficar em casa a ver filmes. Confessa que não tem medo de andar sozinha na rua à noite no Forte da Casa, terra que considera calma e boa para viver.

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