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Uma viagem no tempo com os irmãos Dias

Edição de 14.11.2018 | O MIRANTE dos Leitores

Uma ficha com a legenda DIAS Casaes Gallegos / 10 made in Germany é o ponto de partida. Casaes Gallegos – hoje Vila Moreira – é o epicentro desta história. Manuel e Joaquim Dias e também Jocelino Ribeiro são os protagonistas. Tudo começou em 1970 quando tive conhecimento da ficha que os irmãos Dias cunharam e fizeram circular na sua rede comercial e em alguns lugares da região de Alcanena, onde se situa a Vila Moreira.
Uma investigação mais aprofundada, que incluiu uma consulta à Biblioteca Nacional, ao Anuário Comercial de Portugal e a uma edição do jornal Soma e Segue de Junho de 2013, colocou-nos na pista certa. O jornal foi a peça que faltava para terminar o puzzle.
Naquela edição surgiu um texto dos alunos da EB1 de Vila Moreira, escrito com a colaboração de Jocelino Ribeiro e através do qual se confirmou a cunhagem de uma ficha na Alemanha e a importante actividade comercial dos irmãos Dias da Silva na sua terra, então denominada Casaes Gallegos.
Há dois anos foi possível reconstruir a história dos irmãos Dias. Como? Graças ao estudioso e investigador Jocelino Ribeiro, um conhecedor da história de Vila Moreira, à qual dedicou um opúsculo publicado em 2015. Jocelino foi o nosso cicerone pelos edifícios que faziam parte da rede comercial dos irmãos Dias e “contador” de muitos episódios destes irmãos, em especial do mais velho, o Manuel.
E que episódios são esses? Um misto de empreendedorismo, arrojo, generosidade e dedicação. Jocelino Ribeiro descreve Manuel Dias da Silva como uma figura chave da história de Casaes Gallegos (Vila Moreira). Nasceu em 1879 e faleceu em 1952. Foi taberneiro, armazenista de vinhos e em simultâneo proprietário do “Café Central”, o primeiro da terra.
Promoveu a cultura – no seu café cantava-se fado por artistas vindos de Lisboa e transformou a garagem numa sala de cinema -, foi presidente da junta de freguesia e até construiu uma pista de aviação num terreno que possuía no planalto da Chã do Rabaçal.
Tratou-se, sem dúvida, de uma personagem fascinante e certamente desconhecida de muita gente da região de Alcanena.
Jaime Sáez Salgado

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