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Plantação de canábis em Benavente promete centenas de novos empregos
foto DR Grupo empresarial canadiano quer implementar cultivo de canábis em terras de Benavente

Plantação de canábis em Benavente promete centenas de novos empregos

Negócio deve ser implementado na herdade de Porto Seixo. Câmara de Benavente já emitiu estatuto de Projecto de Interesse Público. Os trabalhos decorrerão em seis fases ocupando 261,45 hectares.

Edição de 30.01.2019 | Economia

O município de Benavente foi abordado por um grupo canadiano para construir no seu território a maior exploração de produção de canábis para fins medicinais do país. Em causa estão, numa primeira fase, 15 hectares de estufas para produzir a planta e mais de 70 mil metros quadrados de áreas de armazém para secagem e tratamento do produto, num investimento de vários milhões de euros. A área total do projecto ronda os 261,45 hectares na herdade do Porto Seixo, situada em Benavente, entre a Auto-Estrada 10 e a estrada dos Alemães.
Estima-se que, na sua plenitude, o projecto possa vir a gerar meio milhar de postos de trabalho, situação que leva o presidente do município, Carlos Coutinho (CDU), a considerar o investimento como muito importante e determinante para o desenvolvimento do seu território. A intenção da empresa canadiana já mereceu a emissão por parte da câmara municipal do estatuto de Projecto de Interesse Público (PIP) e o Instituto de Conservação da Natureza e Florestas também já emitiu parecer favorável ao projecto, à semelhança de outras entidades.
Na documentação do projecto, a que
O MIRANTE teve acesso, está previsto o cultivo, recolha e secagem de plantas medicinais naquele local, a desenvolver em seis fases. Estão previstos 10 pavilhões, uma instalação social composta por dois edifícios, incluindo refeitório, um edifício polivalente, edifícios para fertilizantes, posto de electricidade, estação de tratamento de águas, reservatórios e seis estufas.
A 18 de Julho de 2018 foi publicada em Diário da República a nova lei que aprova o cultivo da canábis para fins medicinais em Portugal. Em reunião de câmara, Carlos Coutinho notou que a rentabilidade da produção de canábis face a outras culturas é incalculável e que por isso quer ter Benavente na linha da frente dos maiores investimentos do país.
Segurança custa um milhão de euros por ano
O projecto está a ser disputado por outros concelhos mas o autarca acredita que Benavente tem as melhores chances de vir a ter sucesso. “Espero que o processo venha a acontecer e que alguma polémica em torno disto não afaste os investidores. Esta não é uma questão menor. Só a segurança do espaço custará mais de um milhão de euros por ano. Isso dá para ter uma ideia do que estamos a falar”, defendeu.
O vereador socialista Pedro Pereira, que levantou a questão em reunião de câmara, diz-se a favor do projecto mas lamenta que o município se fique pela ambição de ter apenas a plantação e secagem e deixe de fora a parte da mão-de-obra especializada.

Infarmed supervisiona

Para se poder plantar canábis em Portugal para fins medicinais, o regulador do sector, o Infarmed, tem as funções de supervisão e regulação da extracção, fabrico, comércio por grosso e distribuição às farmácias daquela planta e seus derivados. A importação e exportação, o trânsito da mercadoria, a compra e a venda destinadas a consumo humano são fortemente controladas. Para cumprirem com as normas as empresas são obrigadas a cumprir um conjunto de pré-requisitos, nomeadamente no que diz respeito à segurança do espaço, instalações, equipamentos, procedimentos e até a idoneidade dos próprios empresários.

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