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Discussão sobre portagens na A1 gerou mais dúvidas que certezas
Maria da Luz Rosinha quer que o Governo melhore a mobilidade na zona norte de Lisboa

Discussão sobre portagens na A1 gerou mais dúvidas que certezas

Edição de 06.02.2019 | Sociedade

Opiniões dos partidos dividem-se quanto ao fim do troço pago entre Alverca e Vila Franca de Xira mas tudo vai ficar na mesma, pelo menos para já.
A Assembleia da República debateu no dia 23 de Janeiro uma petição pela abolição das portagens na Auto-Estrada do Norte (A1) no troço entre Alverca e Vila Franca de Xira, mas a troca de opiniões entre os diferentes partidos gerou mais dúvidas do que certezas. Uma das poucas certezas para os condutores do concelho vilafranquense é que tudo vai continuar na mesma.

Os prós
Os Verdes lembraram que o concelho de Vila Franca de Xira é habitado por mais de 136 mil pessoas e notaram que a mobilidade desta população “se torna cada vez mais difícil e sem alternativa que não seja pela própria A1, portajada”, sendo que a estrada nacional está, no entender do deputado, José Luís Ferreira, absolutamente congestionada.
Além da abolição das portagens, os Verdes pedem também ao Governo que proceda à construção dos nós de acesso à A1 no Sobralinho e a partir da estrada dos Caniços, em Vialonga. Já para o PCP, “é de elementar justiça que se cumpra, finalmente, esta legítima aspiração de deixar de haver portagens na A1 em todo o concelho de Vila Franca de Xira” e que os transportes públicos sejam reforçados e melhorados.
Por seu lado, o PSD manifestou ter “enormes esperanças” que este tema das acessibilidades e mobilidade em Vila Franca de Xira se resolva de forma urgente e, como tal, seja uma realidade a abolição das portagens em Alverca e Vila Franca de Xira. “Caso não seja concretizado este desígnio, só podemos concluir que mais uma vez a geringonça está a mentir aos cidadãos de Vila Franca de Xira”, assinalou Carlos Silva.

E os contra
O Bloco de Esquerda considerou que não é sensato abolir “pura e simplesmente” as portagens naquela via e o CDS-PP notou que, a acontecer, não seria justo para o resto do país. “Não é uma decisão sensata abolir pura e simplesmente as portagens sem tratar do efeito que isso pode gerar do ponto de vista do congestionamento de uma estrada que tem perfil de autoestrada”, considerou o deputado Heitor de Sousa, do Bloco de Esquerda.
Já o CDS-PP considerou “justa a pretensão” dos utentes mas puxou do princípio da igualdade para descartar a ideia. “Vamos dar apenas a uma população um benefício e não às outras? Eu acho que ficava bem se pudéssemos todos encontrar um novo modelo de equidade, equilibrado para o país inteiro”, apontou Hélder Amaral.
A socialista Maria da Luz Rosinha, ex-presidente da Câmara de Vila Franca de Xira, apontou que no âmbito do Programa Nacional de Investimentos o Governo contemplou um conjunto de intervenções que se destinam a melhorar a mobilidade na zona norte de Lisboa. “Dirão que não basta, mas em bom rigor é já um grande passo de um caminho que é preciso continuar a fazer”, notou.

Discussão sobre portagens na A1 gerou mais dúvidas que certezas

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