Cartoon da noticia

Bracejos, elefantes e Venezuela
Rui Rei, líder da concelhia de Vila Franca de Xira do PSD, deixou o cargo de vereador nas últimas autárquicas e agora é o rosto principal da bancada da Coligação Mais (liderada pelo PSD) na assembleia municipal. Não há sessão daquele órgão em que Rui Rei não ponha os nervos em franja aos eleitos da CDU. Foi o que aconteceu na última sessão, a 29 de Janeiro. Em discussão estava a descentralização de competências proposta pelo Governo. Depois de quase duas horas a falar do assunto, o presidente da Junta de Alverca, Carlos Gonçalves (CDU), mandou gasolina para a fogueira dizendo que a bancada social-democrata entrou mal preparada e que teve de “engolir um elefante” ao aproximar-se da posição da CDU. Rui Rei refutou a ideia e respondeu para acusar o autarca de Alverca de falar “do sexo dos anjos” e de andar “baralhado”. Alguns eleitos da CDU começaram a bater nas mesas mostrando desconforto mas Rui Rei continuou, dizendo que os comunistas podiam “esbracejar à vontade” mas teriam de o ouvir, dizendo acreditar que se o debate estivesse a ocorrer na Venezuela já estaria preso. Foi nesse instante que a bancada da CDU explodiu, com gritos e lamentos, antes do presidente da assembleia mandar interromper os trabalhos e dar uns minutos para toda a gente ir apanhar ar, antes que a coisa descambasse e, aí sim, alguém pudesse acabar detido...
Cartoon da noticia | 13-02-2019


Bar da Câmara do Entroncamento explorado por desconhecidos há dois anos e meio
A Câmara do Entroncamento adjudicou, por ajuste directo, a exploração do Bar da Praça Salgueiro Maia à empresa “Desafia Emoções” em Janeiro de 2011. A empresa deixou de existir em Setembro de 2016 mas o bar, que fica a 500 metros da câmara, continuou a funcionar até Janeiro deste ano. Só nessa altura, na reunião de dia 7, é que o executivo municipal foi alertado pelos serviços para a situação, tendo encarregue os “serviços municipais” (através de decisão unânime e sem qualquer observação registada em acta, nem declaração de voto daquelas muito em uso nestes casos) de descobrir, “se necessário com o apoio da PSP”, quem é que tem estado a explorar o Bar nos últimos dois anos e meio, sem qualquer autorização para o fazer. Na reunião foi ainda decidido, dizer ao “ocupa” desconhecido para entregar as chaves do edifício e retirar o que é seu sob pena da câmara lhe ficar com a tralha. O representante da firma que deixou de existir também vai ser notificado para uma “audiência”. Não foi decidido mas presume-se, como é tradição, que venha a ser aberto um rigoroso inquérito para saber se alguém pagou as rendas do Bar desde a extinção da empresa a quem o mesmo estava concessionado e se o fez em notas, tostas mistas ou bitcoins e determinar se o insólito acontecimento merece figurar a lista dos melhores fenómenos do Entroncamento.
Cartoon da noticia | 13-02-2019

Destaques

NERSANT deu a conhecer estratégias de crowdfunding
Sessão decorreu na Startup Santarém e destinou-se a empreendedores interessados em saber mais sobre essa forma de financiamento colaborativo.
Edição de 06-02-2019