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“Comprar um carro clássico não é uma despesa mas sim um investimento”

“Comprar um carro clássico não é uma despesa mas sim um investimento”

Carlos Meneses é proprietário da Auto Escape do Cartaxo. É proprietário da Auto Escape do Cartaxo, junto à Estrada Nacional 3, na zona norte da cidade. Chama-se Carlos Meneses, tem 60 anos e viveu parte da infância em Angola. Não gosta de futebol devido ao clima de violência. Tem uma paixão especial por carros clássicos e até há poucos anos foi praticante de BTT. Diz que o seu maior defeito é ser perfeccionista.

Edição de 07.02.2019 | Três Dimensões

Até aos meus cinco anos vivi em Angola, nas cidades de Luanda, Lobito e Benguela. Costumava jogar à bola com os meus amigos e jogar à apanhada. Foram momentos muito bem passados e dos quais tenho boas recordações. Depois vim com os meus pais para Lisboa.
Cada maluco com a sua mania e a minha é gostar de carros. O primeiro clássico que adquiri foi um BMW série 7. Na altura, tinha 35 anos de idade e foi uma emoção. Comprar um carro clássico não é uma despesa, mas sim um investimento. Depois comecei a participar em rampas e ralis até há dois anos, quando o meu filho se casou.
O futebol é um desporto feio e gerador de violência. Numa prova de rali se há um acidente vão ajudar a virar o carro. E ninguém quer saber quem é o condutor ou a marca. O mesmo não acontece com o futebol onde preferem agredir-se verbalmente e fisicamente.
Desde jovem que sempre pratiquei BTT (bicicleta todo-o-terreno). Normalmente era aos fins-de-semana que pedalava. De há três anos para cá comecei a deixar de ter tempo e decidi encostar a bicicleta. Não é fácil conciliar o desporto com a vida profissional.
O meu sogro puxou-me para o negócio dos escapes. Ele tinha uma grande casa em Lisboa dedicada a este ramo. Como estava farto da confusão da cidade decidiu abrir um novo negócio, também de escapes, no Cartaxo. Na altura casei-me e comecei a trabalhar com ele.
Gosto de viajar e de conhecer novas culturas. Já percorri o país de lés-a-lés e estive em vários países da Europa, da América do Sul e de África. A última viagem que fiz foi o ano passado e o destino foi Cabo Verde. É uma forma de ir à descoberta de novas realidades que, no fundo, nos ajuda a ter uma visão mais aberta e não tão limitada em relação à sociedade.
A música está no meu coração. Não sou de ligar o rádio para ouvir música, mas quando tenho oportunidade gosto de ouvir. Gosto de ouvir uma ou outra balada dos Beatles ou um rock dos Rolling Stones.
O parque de estacionamento do Cartaxo foi um mau investimento. A cidade tem sido muito mal gerida nos últimos mandatos e hoje a população está a pagar por isso. Basta ver o estado em que se encontra o centro do Cartaxo. Há mais loja fechadas do que abertas. Vê-se que há ainda muita coisa por fazer.
A mecânica ainda é uma actividade mal vista. A verdade é que grande parte dos jovens está mais virado para os computadores do que para os trabalhos que necessitam de esforço físico. A sociedade também precisa de padeiros para fazer pão ou de electricistas para reparar avarias ou de mecânicos para arranjar carros.
O futuro não está nos carros eléctricos. O Governo está a apoiar a compra de carros eléctricos, mas não acredito que seja a melhor solução. Imagine que todos os vizinhos coloquem os seus veículos a carregar durante a noite. Tenho a certeza que o condomínio não terá capacidade energética para tal.

“Comprar um carro clássico não é uma despesa mas sim um investimento”

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