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Bombeiros de Salvaterra de Magos com as contas bancárias penhoradas
Situação dos bombeiros de Salvaterra de Magos esta a ser analisada por um jurista

Bombeiros de Salvaterra de Magos com as contas bancárias penhoradas

Corporação não pagou ao ex-comandante retribuições a que foi condenada em tribunal.

Edição de 06.03.2019 | Sociedade

Os Bombeiros Voluntários de Salvaterra de Magos têm as contas bancárias penhoradas, por causa do processo de reintegração do ex-comandante, Paulo Dionísio. Além de ter de reintegrar o operacional, a associação humanitária foi condenada pelo Tribunal do Trabalho de Santarém a pagar-lhe as retribuições desde 14 de Julho de 2017, com todos os outros direitos, como prémios de risco. Trata-se de um valor perto de quarenta mil euros que não foi pago e que foi agora executado. O presidente dos bombeiros, João Silva, contactado por O MIRANTE, diz que está a tentar encontrar uma solução para que os bombeiros não fiquem bloqueados na sua acção.
Os bombeiros podem correr o risco de não terem dinheiro para abastecerem de combustível as viaturas. A penhora das contas visa garantir o pagamento ao comandante, faltando ainda a questão da reintegração, que pode passar também por uma indemnização, já que o regresso de Paulo Dionísio ao corpo de bombeiros não é fácil. Em primeiro lugar porque a corporação já tem outro comandante, Lurdes Fonseca, a primeira mulher comandante no distrito, e depois devido às divergências entre o ex-comandante e a direcção, que com os casos em tribunal se agudizaram.
Recorde-se que a direcção dos bombeiros tinha suspendido Paulo Dionísio enquanto funcionário da associação humanitária, no âmbito de um processo disciplinar por alegadas falhas na relação laboral, que nunca foram divulgadas. O operacional manteve-se no cargo de comandante, uma vez que esse cargo é tutelado pela Autoridade Nacional de Protecção Civil, que é quem o pode afastar. Com as posições extremadas, Dionísio acabou por pedir a demissão de comandante em Janeiro de 2018 e avançou com uma acção na justiça. A condenação deveu-se à falta de defesa da associação, que não remeteu o processo disciplinar para o tribunal. Uma questão que, diz agora João Silva, foi mal conduzida por quem prestava apoio jurídico à associação.
O presidente da direcção, em declarações a O MIRANTE, reconhece que a penhora para pagamento ao ex-comandante representa algumas complicações para a associação, que não tem dinheiro e que tem sobrevivido com a ajuda da câmara municipal. João Silva acrescenta que a situação está a ser analisada por um jurista e que uma solução pode ter de passar também pela colaboração da autarquia, que, sublinha, tem sido o grande suporte dos bombeiros, ao contrário do que aconteceu no passado.

Bombeiros de Salvaterra de Magos com as contas bancárias penhoradas

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