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Rio Tejo vai ter cinco guardiões
Carlos Martins diz que diques devem ser monitorizados para não chegarem ao estado de degradação em que estavam

Rio Tejo vai ter cinco guardiões

Secretário de Estado do Ambiente revelou que vai ser recuperada a figura do guarda-rios durante uma visita à região onde inaugurou obras em diques.

Edição de 06.03.2019 | Sociedade

O Estado vai contratar cinco pessoas, ainda durante este ano, para fiscalizar diariamente o rio Tejo, recuperando uma profissão que antes era conhecida como guarda-rios. A informação foi adiantada pelo secretário de Estado do Ambiente, Carlos Martins, no sábado, 23 de Fevereiro, durante a inauguração das obras de requalificação dos diques da Courela e da Tapada, no concelho de Almeirim.
Segundo o governante, o rio Tejo passou, nestes últimos anos, por momentos críticos devido à poluição. Por isso, faz todo o sentido a contratação destes cinco novos funcionários. “O Tejo é um rio bastante importante não só a nível agrícola, como turístico e piscatório. Temos de continuar a trabalhar nele intensamente”, referiu o secretário de Estado do Ambiente.
Adiantou ainda que, em breve, será assinado um protocolo para que, nos próximos cinco anos, os municípios sejam apoiados financeiramente pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA) para realizar a manutenção dos diques. “Não queremos que estas infraestruturas voltem, no futuro, a ficar no esquecimento e no estado em que estavam”, admitiu o governante.
Já o presidente da Comunidade Intermunicipal da Lezíria do Tejo (CIMLT) e presidente da Câmara de Almeirim, Pedro Ribeiro, destacou a importância das obras de reabilitação dos diques e recordou que muitas pessoas ficaram surpreendidas, pois há mais de trinta anos que não viam o dique da Courela tão limpo.
O autarca apelou ainda aos habitantes das zonas ribeirinhas que alertem o município caso verifiquem algum problema nos diques. “Quanto mais pessoas o fizerem, mais certezas temos que os diques estarão preservados e nunca mais chegarão a ficar como estavam”, confessou.

Diques estavam ao abandono
A inauguração das obras de requalificação dos diques da Courela e da Tapada seguiu-se a uma visita ao dique do Escaroupim, no concelho de Salvaterra de Magos, que se encontra neste momento a ser intervencionado.
Durante a visita o presidente da Câmara de Salvaterra de Magos, Hélder Esménio, admitiu que os diques foram esquecidos durante largos anos, mas são infra-estruturas bastante importantes, sobretudo numa altura em que acontecem cada vez mais fenómenos meteorológicos extremos, garantindo a segurança de quem vive junto ao rio.
O investimento nos diques do Tejo, no valor de mais de cinco milhões de euros, é comparticipado por fundos comunitários e pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA). O projecto da CIMLT contempla 16 diques na Lezíria do Tejo: da Courela e da Tapada (Almeirim), do Escaroupim (Salvaterra de Magos) – em execução –, da Labruja, da Malã, de São João, Del Rei e dos Vinte (Golegã) – com início previsto na primeira quinzena de Março –, grande e pequeno do Arripiado, do Casal Velho, da Senhora das Dores, do Cabido e da Junqueira (Chamusca) – a aguardar assinatura do acto de consignação –, e das Ómnias e do Rebentão (Santarém), em fase de concurso.

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