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“Um autarca tem de dar a cara, é um trabalho de formiguinha”
Convenção socialista apontou caminhos para o futuro do partido que dirige a Câmara de Vila Franca de Xira

“Um autarca tem de dar a cara, é um trabalho de formiguinha”

Convenção socialista em Vila Franca de Xira traça estratégias e aponta metas. Derrota em Alverca para a CDU nas últimas eleições mereceu uma reflexão crítica. O partido deve escolher os melhores candidatos e executar uma política de proximidade para conquistar a confiança das populações, disse a ex-presidente do município e secretária nacional do PS para as autarquias, Maria da Luz Rosinha.

Edição de 06.03.2019 | Sociedade

O Partido Socialista (PS) quer continuar a gerir a Câmara de Vila Franca de Xira após as próximas eleições autárquicas e reforçar o número de freguesias no concelho. Para isso traçou uma estratégia de aproximação às populações e de reforço do serviço público na convenção autárquica promovida pela Comissão Política Concelhia (CPC) daquele partido que se realizou no sábado, 23 de Fevereiro, na Fábrica das Palavras.
Alberto Mesquita, presidente do executivo municipal, ouviu recados ácidos dos autarcas de freguesia, que exigem maior volume de obras e investimentos nos seus territórios. O autarca lembrou no seu discurso o vasto volume de obras que tem sido feito no concelho nos últimos anos e prometeu continuar a apostar em servir a população, melhorar a qualidade de vida dos moradores do concelho e renovar a vitória eleitoral em 2021, embora sem avançar se será o rosto dessa candidatura.
Maria da Luz Rosinha, ex-presidente da câmara, deputada e secretária nacional do PS para as autarquias, lembrou que a insatisfação é também um sinal de responsabilidade. “Alguns manifestaram-se aqui hoje em tom ácido, isso é bom, ficarem calados seria bem pior. Cada um tem o seu território e entende que ele deve merecer maior atenção da câmara. E a câmara, por seu turno, entende que deve merecer mais do Governo. No dia em que não for assim algo está mal”, notou.
No período dos discursos de encerramento, o único aberto à imprensa, Rosinha lembrou os desafios que estão perante os partidos, num momento em que são mais os simpatizantes do que os militantes na maioria dos partidos. “Isso é bom sinal, sinal de que a democracia evoluiu”, disse.

Derrota em Alverca ainda custa a engolir
Os socialistas mostraram não ter conseguido ainda superar a derrota para a CDU na União de Freguesias de Alverca do Ribatejo e Sobralinho, com o ex-presidente da junta Afonso Costa como rosto dessa derrota. Afonso Costa que, recorde-se, apareceu na tomada de posse e suspendeu o mandato, nunca mais comparecendo nas assembleias de freguesia.
“Perdemos uma freguesia muito importante, Alverca, e isso merece uma reflexão. Temos de ter atenção aos nossos protagonistas. Temos de ter quem convença o eleitorado de que fazemos melhor e sabemos trabalhar. Ganhar eleições é algo que acontece todos os dias. Um autarca tem de dar a cara, aborrecer-se, ir ao café, falar com as pessoas, prejudicar a família, empenhar-se totalmente no que faz. É um trabalho de formiguinha”, lembrou Maria da Luz Rosinha.
A convenção autárquica do PS teve como objectivos promover o debate entre os militantes, fazer um ponto de situação do primeiro ano de mandato da actual estrutura política na câmara e freguesias, bem como analisar a situação política das freguesias onde o PS é responsável pela gestão (Póvoa de Santa Iria/Forte da Casa e Vila Franca de Xira) e as freguesias onde não tem responsabilidades executivas.

“Um autarca tem de dar a cara, é um trabalho de formiguinha”

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