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Autarca de Mação e ministro envolvem-se em rescaldo polémico dos fogos de Julho
Vasco Estrela, presidente da Câmara de Mação

Autarca de Mação e ministro envolvem-se em rescaldo polémico dos fogos de Julho

Vasco Estrela e Eduardo Cabrita trocaram críticas e acusações na sequência dos fogos que consumiram a maior parte da área verde que restava no concelho de Mação.

Edição de 07.08.2019 | Sociedade

O presidente da Câmara de Mação, Vasco Estrela (PSD), lamentou que o ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, o tenha “atacado pessoalmente”, em vez de “expressar solidariedade a um concelho que teve 95% da área florestal ardida nos últimos dois anos”.
Vasco Estrela disse, já depois de estarem extintos os focos de incêndio que lavraram nesse concelho de 20 a 23 de Julho, que recebeu com “surpresa, estupefacção e até alguma mágoa” as palavras de Eduardo Cabrita, lamentando que o ministro “conviva mal com opiniões divergentes”.
Confrontado numa entrevista à RTP com críticas de Vasco Estrela à falta de meios no combate aos incêndios que consumiram Mação e os concelhos vizinhos de Vila de Rei e Sertã, Eduardo Cabrita acusou o autarca de agir como “um comentador televisivo” e de não cooperar com os esforços da Proteção Civil.
“O presidente da Câmara de Mação, vejo com desgosto que aquilo que pensava ser uma perturbação motivada pela tensão da ocorrência que estava a passar-se no seu concelho, optou por não promover a activação do plano municipal de emergência, não dar qualquer cooperação ao esforço de Protecção Civil e ser verdadeiramente um comentador televisivo, porque, a seguir a cada briefing, aparecia nas televisões a fazer comentários”, criticou o ministro.
O autarca refuta as acusações do ministro, considerando que o governante “preferiu fazer um ataque pessoal e indigno” do que discutir a maneira como evitar que Mação e concelhos vizinhos sejam consumidos pelas chamas ano após ano.
Vasco Estrela manifesta disponibilidade para debater na praça pública a sua actuação nesse fim-de-semana e a política do Governo na área da Protecção Civil. “Não é um desafio, é uma sugestão. Vamos debater”. O autarca manifestou ainda vontade de “manter um relacionamento institucional correcto” com Eduardo Cabrita nos “meses que restam” de Governo.
“Sei distinguir o político do cargo que ocupa”, garante, dizendo que enquanto responsável do executivo municipal pretende continuar a colaborar com o Ministério da Administração Interna, como aconteceu recentemente, quando a autarquia doou à GNR local uma viatura “praticamente” nova.
Em nome da segurança e bem-estar da população do seu concelho, Vasco Estrela diz não querer alimentar mais polémicas com Eduardo Cabrita, “até porque o ministro, provavelmente, já se arrependeu do que disse”, rematou.

Autarca de Santarém manda ministro ir passear o cão

O presidente da Câmara de Santarém, Ricardo Gonçalves (PSD), solidarizou-se com o seu homólogo de Mação e companheiro de partido, Vasco Estrela, na sequência da troca de acusações que este protagonizou com o ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, por causa dos fogos.
Num comentário publicado na página de Ricardo Gonçalves no Facebook, refere acerca das declarações do ministro sobre Vasco Estrela: “Todos sabemos que são injustas e ditas por um membro de um Governo que desde os incêndios de Pedrogão em 2017 nada mais fez, no que concerne à protecção civil, que produzir ‘legislação passa culpas’ para todos poderem ser responsabilizados (cidadãos, empresas, forças policiais, forças militares, bombeiros, autarcas, etc)... Todos menos os Membros do Governo”.
O autarca escalabitano aconselhou ainda o ministro a ir passear o cão “mas desta vez sem incomodar a GNR”. A frase refere-se a um facto noticiado por O MIRANTE, quando Eduardo Cabrita meteu os militares da GNR que protegiam a sua casa - sita em Casal da Charneca, no concelho de Santarém - na rua, junto ao portão da residência, para não incomodarem o cão.
O animal, ao sentir a presença dos militares, costumava ladrar, o que incomodava o governante, que residia na altura, em 2017, em Casal da Charneca, no concelho de Santarém. O ministro mandou retirar os militares do interior da propriedade, onde tinham casa de banho e instalações para se abrigarem da chuva, passando estes a estar dentro de um carro oito horas por dia.

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