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Regras que afastam cidadãos das assembleias municipais

Edição de 21.08.2019 | O MIRANTE dos Leitores

Os políticos, nacionais e locais, costumam lamentar-se do afastamento dos cidadãos das questões políticas mas são eles que mais os afastam por terem medo de ser confrontados com as suas más decisões. Nas assembleias municipais, órgãos do poder autárquico com pouco ou nenhum poder, isso também acontece, nomeadamente com uma regra que não permite a elementos do público intervirem sobre assuntos discutidos ou a discutir na reunião em que os mesmos pedem a palavra.
Há várias assembleias municipais onde os regulamentos têm a estranha regra de não permitir que os cidadãos se pronunciem sobre assuntos constantes da Ordem de Trabalhos. Trata-se de algo perfeitamente incompreensível e sem qualquer sentido.
Os cidadãos devem poder pronunciar-se sobre tudo o que acharem oportuno. Isso é que é democracia. Não acredito que os eleitos, sejam de que partido forem, não ganhem em ouvir quem os elege. Não acredito que o que é dito por um cidadão os faça mudar de opinião sobre um assunto que vão discutir se as suas posições estiverem bem fundamentadas. E se isso acontecer é porque tinham dúvidas e foi bom serem confrontados com a opinião dos cidadãos.
Os raros cidadãos que vão às assembleias municipais têm um limite de tempo para falarem. Não podem entrar em diálogo com os eleitos. As perguntas que possam colocar não têm que ser respondidas na altura (a maior parte das vezes nunca terão qualquer resposta). A tudo isto tem que acrescentar que só podem falar de bugalhos quando as decisões que vão ser tomadas são sobre alhos? O que receiam os seus concidadãos que foram eleitos para resolver os problemas da comunidade?
Jorge Heitor Fonseca Jales

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